Fukushima

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Um ano depois, a crise em Fukushima ainda não terminou
O derretimento de reatores em Fukushima fez com que fosse lançada no meio ambiente uma grande quantidade de radioatividade. As consequências ambientais desse vazamento só poderão ser verificadas em vários anos. A radioatividade arrasou a agricultura e a criação deanimais local, com um impacto econômico dramático. Para manter a situação "sob controle" é necessário injetar água continuamente nos reatores, gerando uma quantidade colossal de água radioativa. Desativação de reatores gerou uma grave crise energética no país.
Tomi Mori - Esquerda.net
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Desde que ocorreu a tragédia do 11 de marco, o terremoto seguidode tsunami, no ano passado, foram publicadas uma grande quantidade de reportagens. Mas ainda continuam a aparecer fatos novos ou obscuros sobre o que aconteceu naqueles dias e as suas consequências.

Entulho ainda amontoado 
O número de mortos foi de 15.645 e os desaparecidos 4.984, totalizando 20.629. Desses, 1.046 tinham 19 anos ou menos, entre mortos e desaparecidos. Não resta dúvida que ador da tragédia é profunda e não há como eliminá-la em tão pouco tempo.

O avassalador tsunami destruiu algo em torno de 500 quilômetros de costa. Desde então, não se conseguiu sequer resolver o problema dos 22,53 milhões de toneladas de entulho e lixo gerados na ocasião. O entulho amontoado formam montanhas e, em Ishinomaki, na provincial de Miyagi, têm forma piramidal. É a mais concretademonstração da calamidade ocorrida. Uma outra parte dos escombros flutua no oceano Pacífico em direção aos EUA, devendo chegar à costa americana em 2016.

As províncias afetadas estão lutando para que as demais províncias do arquipélago colaborem para incinerar o lixo produzido, mas, com a falta de credibilidade que tomou conta do país, ninguém acredita que esse lixo esteja isento de radiaçãoprejudicial e, por isso, a resistência a colaborar é enorme.

Na região de Touhoku, o nordeste japonês, milhares de famílias abandonaram a área, e, nas três mais atingidas províncias, Iwate, Miyagi e Fukushima, esse numero ultrapassou mais de 41 mil moradores. A costa atingida virou uma área deserta e a propagada “reconstrução” ainda não deu mostras de que, realmente, ira ocorrer. As escolas, com poucosalunos, estão com dificuldades de voltar a funcionar. Hospitais e comércio continuam praticamente inexistentes em varias localidades. É uma situação muito distinta de quando ocorreu o terremoto de Kobe e a cidade foi rapidamente reconstruída.

Com a destruição e, sem reconstrução, milhares de pessoas estão impossibilitadas de voltar a trabalhar na área afetada. Dos cerca de 27 mil negócioscomerciais e industriais, cerca de 6 mil decidiram interromper temporariamente ou definitivamente as suas atividades.

573 mortos pela crise nuclear 
O tsunami de 21 metros que atingiu Fukushima provocou uma das maiores tragédias nucleares da história. Mas é preciso delimitar a responsabilidade humana na tragédia e atual crise nuclear.

Passado um ano, sabemos algumas coisas, mas, muitoprovavelmente, nunca saberemos realmente o que ocorreu naquele dia e nos posteriores que se seguiram à tragédia. Ao contrário do que se afirmava na época, tanto o governo quanto a TEPCO, operadora da central nuclear, hoje sabemos que houve meltdown (derretimento) em 3 dos 6 reatores da usina. Tanto a TEPCO quanto o governo, desde o acidente, contaram tantas mentiras que, hoje, a palavra credibilidade nasociedade japonesa pode ser, inclusive, retirada do dicionário. Ninguém acredita mais em nada.

Dias atrás, ficamos sabendo também que, no auge da crise, a direção da TEPCO ameaçou abandonar a central nuclear à própria sorte e, se isso tivesse ocorrido, teria colocado em risco milhões de pessoas, num verdadeiro salve-se quem puder. Mas, enquanto essa grave situação se desenrolava, o governo...
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