Friederich salomon perls

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  • Publicado : 6 de outubro de 2011
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Friederich Salomon Perls também conhecido por Friedrich Perls, ou Fritz foi um psicanalista de origem judaica que desenvolveu uma abordagem da psicologia chamada Gestalt-terapia.
Fritz propôs o conceito de que o desenvolvimento psicológico e biológico de um organismo se processa de acordo com as tendências inatas desse organismo, que tentam adaptá-lo harmoniosamente ao ambiente e tambémcriticava a psicanálise antes mesmo do surgimento da Gestalt-Terapia, podendo ser observado em sua primeira publicação: "The Ego, Hunger and Aggression"(1942), no qual critica a teoria psicanalítica com base em pesquisas sobre percepção e motivação, neste Fritz lança uma importante discordância teórica com relação à psicanálise: a idéia de que a base da agressão e do sadismo está na fase oral e não nafase anal do desenvolvimento infantil.
É também neste livro que Perls lança alguns conceitos básicos do que seria a Gestalt-terapia: a realidade do aqui e agora, o organismo como totalidade, a unidade organismo/meio, a dominância da necessidade emergente e uma reflexão sobre o conceito de agressão, que é entendida como uma força biológica para o crescimento. Um ano após sua publicação foi fundadoo Gestalt Institute of New York centro especializado no desenvolvimento da Gestalt-Terapia. É importante salientar que Gestalt e Gestalt-terapia são conceitos diferentes.
Nascido em um gueto judeu de Berlim, foi o terceiro e último filho depois de duas meninas, Else e Grete. Seu pai, Nathan, foi vendedor de fraccionamento do vinho e Mason, passou muito tempo longe de casa e sempre teve uma relaçãomuito ruim com seu único filho. Sua mãe, Amalia, judeu, da pequena burguesia, decisivamente influenciado pela passagem de seu filho a paixão pela ópera e teatro. Em relação aos seus pais, Fritz escreveu em sua autobiografia: "Meus pais eram judeus, assimilados, especialmente o meu pai. Isso significa que, primeiro vivi vergonha do meu passado e, por outro, mantive alguns de meus costumestradicionais; ir à igreja aos feriados, caso em que Deus estava em algum lugar eu não poderia estar presente, a hipocrisia e declarou-me ateu cedo ... meu pai odiava minha mãe e outras mulheres, ele adorava jogar o mestre pedreiro. Em público, tanto parecia ser amigável".
Era um estudante brilhante, mas pouco de trabalho na escola. Ele foi expulso por mau comportamento 13 anos. Seu pai o forçou a trabalharem uma loja como um aprendiz. Suas relações foram sendo cada vez mais ressentidas. Com a morte de seu pai, Perls não foi ao seu funeral. Retomou seus estudos, mas a escola liberal, o Ginásio Askanischer com um professor de humanidades, onde começou a fazer contato com o mundo do teatro de forma mais direta. Um dos eventos importantes de sua adolescência veio com o diretor teatral Max Reinhardt,diretor do Deutsches Theater, com quem teve aulas.
Iniciou seus estudos de medicina e quando a guerra foi declarada, um problema cardio-vascular o isentou do serviço militar. No entanto, Perls se alistou como voluntário da Cruz Vermelha, servindo na frente belga em 1915. No ano seguinte, estava na frente, como um médico de um batalhão de sapadores. Sua experiência da guerra será registrada comouma das piores da sua vida: "A vida de agonia das trincheiras: horror, horror de viver e morrer".
Em 1920, doutorou-se em medicina na Universidade Humboldt de Berlim. Sua vida, foi contratado na mesma instituição como neuropsiquiatra, passando a ter ligação com a esquerda política e da boemia artística. (Brücke, Bauhaus) Ele também foi influenciado e fascinado pelo filósofo Salomom Friedlander: "Afilosofia era para mim uma palavra mágica, um algo tinha que entender, a compreender a si mesmo e do mundo, um antídoto para a confusão existencial e embaraçoso".
A partir de 1923 começou a saga de seus cursos. Perls viajou para a América a fim de ampliar seus conhecimentos e profissão, dando palestras em espanhol.
Em 1925, com trinta e dois anos ainda vivia com sua mãe. Período de incerteza...
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