Freyre, gilberto. casa grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal, 32 ed. rio de janeiro: record, 1997. cap. i

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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO”
FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

DISCENTE: Rodolfo Cadamuro Felipe RA: 4203112
DOCENTE: Prof° Dr° Regina Laisner
DISCIPLINA: Formação Política-Econômica do Brasil
CURSO: Relações Internacionais – 1º ano (Noturno)
FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala: formação da família brasileira sob oregime da economia patriarcal, 32 ed. Rio de Janeiro: Record, 1997. Cap. I
A obra “Casa-grande e senzala” de Glberto Freyre, com especial enfoque no primeiro capítulo “Características gerais da colonização portuguesa do Brasil: formação de uma sociedade agrária, escravocrata e híbrida” tem como principal objetivo explicar as raízes e precedentes que auxiliaram na construção da sociedade brasileira etambém da estrutura atual estigmatizada pela anterior, com a finalidade de fundamentar a formação e o desenvolvimento da nossa sociedade durante o período colonial, bem como os elementos decisivos para esta fundação. Assim, ele desenvolve o tema a partir de elementos julgados importantes para a constituição sócio cultural brasileira, como a origem mista da língua portuguesa e sua adaptaçãofacilitada ao clima daqui; a influência das características físicas da terra, bem como seu modo de produção agrário; a importância do povo negro, da casa grande, da família patriarcal e outros fatores que, a partir de uma sintetização e averiguação, resultaram nos pilares da sociedade brasileira.
No início do capítulo em questão, há uma análise sobre as predisposições dos portugueses para acolonização, a qual foi bem sucedida na nova terra. Para desenvolver uma linha tênue de constatações, o autor toma como foco aspectos sócio culturais, como a identidade étnica mista portuguesa (mouros com europeus), que tornou possível a miscibilidade destes com as índias, iniciando assim o hibridismo cultural e o povoamento da região. O próprio fato de eles terem uma ligação com a África já os torna melhorescolonizadores para o Brasil, em função de o clima ser muito parecido com o africano, gerando assim uma grande adaptabilidade. Entretanto, Glberto Freyre demonstra as dificuldades enfrentadas em detrimento das circunstâncias naturais da terra, como um solo desfavorável, as secas, enchentes e escassez de alimentos. O autor considera este último um fator importante, relacionando-o com o sistemamonocultor, o qual foi uma medida implantada pela Coroa, que desejava desenvolver um sistema que gerasse lucro à ela, em função da aparente escassez de minérios – fato que inclusive foi um motivador das Grandes navegações. Por isso havia a escassez de alimentos, a qual ceifava a qualidade de vida da população, diminuindo o rendimento dos trabalhadores, com exceção do negro, que possuía umaalimentação um pouco mais arrojada, contribuindo para o estabelecimento das características físicas deste grupo étnico: traços robustos e fortes.
Há um enfoque especial para a família, a qual é apontada como importante elemento da colonização e formação nacional, Ela exerce um papel fundamental: base da sociedade e da economia, em função da sua participação na expansão e interação, tanto na política, quantonas demais relações sociais, possuindo mais ação particular do que os oficiais, podendo admitir assim sua soberania. Os bandeirantes também tem sua importância, pois formaram sub colônias ao desbravarem as terras nativas, povoando assim novos territórios. A religião também é enfatizada na obra, pois, com a catequização dos residentes do Brasil e a doutrina católica como requisito para adentrar nopaís, tornou-se o cristianismo um fator de união nacional, algo que estabelecesse uma identidade nacional, reunindo de certa forma os diferentes grupos étnicos e culturas, sendo considerada uma medida de profilaxia social. Por fim, outro ponto é a propagação da sífilis trazida pelos europeus quando chegaram, ajudando a “deformar o povo brasileiro,” sendo considerada uma grande mazela da...
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