Freud

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A história do movimento psicanalítico, artigos sobre metapsicologia e outros trabalhos















VOLUME XIV
(1914-1916)














Dr. Sigmund Freud








A HISTÓRIA DO MOVIMENTO PSICANALÍTICO (1914)


NOTA DO EDITOR INGLÊS
ZUR GESCHICHTE DER PSYCHOANALYTUSCHEN BEWEGUNG


(a)EDIÇÕES ALEMÃS:
1914 Jb. Psychoan., 6,207-260.
1918 S.K.S.N., 4, 1-77. (1922, 2ª ed.)
1924 G.S., 4, 411-480.
1924 Leipzig, Viena e Zurique: Internationaler Psychoanalytischer Verlag. Pág. 72.
1946 G.W., 10, 44-113.


(b) TRADUÇÕES INGLESAS:
“The History of the Psychoanalytic Movement”
1916 Psychoan. Rev., 3, 406-454. (Trad. A. A. Brill.)
1917 Nova Iorque: Nervous & MentalDisease Publishing Co. (Série de Monografias Nº 25). Pág. 58. (Mesmo tradutor.)
1938 Em The Basic Writings of Sigmund Freud. Nova Iorque: Modern Librar. Págs. 933-977. (Mesmo tradutor.)
“On the History of the Psycho-Analytic Movement”
1924 C.P., 1, 287-359. (Trad. Joan Riviere.)


A presente tradução é uma versão modificada da publicada em 1924.Nas edições alemãs anteriores a 1924 a data ‘fevereiro de 1914’ aparece no final da obra. Parece de fato ter sido escrita em janeiro e fevereiro daquele ano. Algumas alterações de menor importância foram feitas na edição de 1924, tendo-se acrescentado a longa nota de rodapé nas págs. 33-4. Esta somente agora está sendo publicada em inglês.
Um relato completo da situação que levou Freud aescrever esta obra é apresentado no Capítulo V do segundo volume de sua biografia escrita por Ernest Jones (1955, 142 e seg.) Aqui basta fazer um pequeno resumo da situação. As discordâncias de Adler quanto aos pontos de vista de Freud culminaram em 1910, e as de Jung uns três anos depois. Apesar das divergências que os afastaram de Freud, ambos persistiam, entretanto, em descrever suas teorias como“psicanálise”. A finalidade do presente artigo foi estabelecer claramente os postulados e hipóteses fundamentais da psicanálise, demonstrar que as teorias de Adler e Jung eram totalmente incompatíveis com eles, e inferir que só levaria à confusão conjuntos de pontos de vista contraditórios receberem todos a mesma designação. E embora por muitos anos a opinião popular continuasse a insistir em quehavia “três escolas de psicanálise”, o argumento de Freud finalmente prevaleceu. Adler já escolhera a designação de “Psicologia Individual” para as suas teorias e logo depois Jung adotou a de “Psicologia Analítica” para as suas.
A fim de tornar os princípios essenciais da psicanálise perfeitamente simples, Freud traçou a história do seu desenvolvimento desde os primórdios pré-analíticos. Aprimeira seção do artigo abrange o período em que ele próprio foi a única pessoa interessada - isto é, até cerca de 1902. A segunda seção continua a história até mais ou menos 1910 -, época em que os pontos de vista psicanalíticos começaram a se estender a círculos mais amplos. Só na terceira seção é que Freud chega ao exame dos pontos de vista dissidentes, primeiro de Adler e a seguir Jung, eassinala os pontos fundamentais em que eles se afastam das descobertas da psicanálise. Nessa última seção e também de uma certa maneira no restante do artigo, encontramos Freud adotando um tom muito mais beligerante do que em qualquer outro dos seus trabalhos. E, tendo em vista suas experiências nos três ou quatro anos anteriores, esse estado de humor diferente não pode ser considerado surpreendente.Debates sobre os pontos de vista de Adler e Jung encontram-se em duas outras obras de Freud contemporâneas à presente. No artigo sobre “Narcisismo” (1914c), que vinha sendo elaborado quase na mesma época que a “História”, alguns parágrafos de discordância de Jung aparecem no final da Seção I (S.E., 14, págs. 79 e segs.) e um trecho semelhante sobre Adler no início da Seção III (pág. 92)....
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