Foucault

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DIEGO ALEXANDRE ROZENDO DA SILVA















Reflexões acerca do cuidado de si de Michael Foucault
























UNIVERSIDADE CATÓTICA DOM BOSCO (UCDB)
MESTRADO EM PSICOLOGIA
CAMPO GRANDE – MS
2011


DIEGO ALEXANDRE ROZENDO DA SILVA















Reflexões acerca do cuidado de si de Michael FoucaultTrabalho apresentado a disciplina de Psicologia da Saúde do Mestrado em Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco, para fins de obtenção final de conceito na referida disciplina aos cuidados da Profª Dr.ª Anita Guazzelli Bernardes.












UNIVERSIDADE CATÓTICA DOM BOSCO (UCDB)
MESTRADO EM PSICOLOGIA
CAMPO GRANDE – MS
2011
RESUMO

Em suas últimasobras, Michel Foucault passa a exercitar toda uma analítica até então pouco explicitada na sua trajetória acadêmica. Isso porque História da Sexualidade II e História da Sexualidade III, trazem como elementos fundamentais de discussão, a noção do que é o sujeito do desejo e de como este se afirmara senhor de si em diferentes período históricos. De qualquer maneira na antiguidade, havia todo um modode problematização pautado numa estilística da existência correspondido a toda uma maneira do sujeito ser e estar no mundo, a partir de um processo criativo e próprio, ao passo que na contemporaneidade, cada vez mais o sujeito é atravessado pelas estratégias de saber – poder.


INtrodução




No inicio das reflexões entram em destaque as relações subjetividade/verdade de umamaneira mais geral, colocando-as na dimensão histórica e, sobretudo, mostrar que, com a evolução, o cuidado de si tornou-se um verdadeiro fenômeno cultural como princípio de toda conduta racional, em toda forma de vida ativa que queria obedecer ao princípio da racionalidade moral.
Que são apresentados inicialmente por Foucault na experiência Grega Antiga entre os séculos IV e II AC, ea experiência Romana entre os séculos II AC e II DC nos volumes II e III da História da Sexualidade.




DISCUSSÃO


Inicialmente ao tratarmos a experiência Grega Antiga destacava-se o princípio “ocupa-te de ti mesmo” que constitui a “estética da existência” que implica em estetizar-se, produzir-se como obra de arte colocando-se como condição para o conhecimento de si nestemovimento que vai do trabalhar-se ao conhecer-se.
Enquanto as formas de existência gregas são intensas e ativas as romanas são menos intensas visando à economia e prolongamento da vida, ganho de longevidade colocada como condição de acesso à sabedoria. Mas de qualquer forma o “ocupa-te de ti mesmo” prevalece sobre o “conhece-te a ti mesmo”.
No entanto, Roma torna-se ocampo de passagem entre a cultura Antiga e a cultura cristã.
A experiência cristã já é apontada como uma ética confessional, interiorizada que problematiza as “tentações da carne” e o sexo “rebelde” como matérias de trabalhos e cuidados consigo mesmo.
Quando acontece a ênfase no conhecimento de si, a interiorização das relações com a verdade e a inversão do uso da forçacontra si mesmo, gera-se uma ordem da negação e da renúncia à matéria, à carne, ao corpo ao prazer e ao desejo.
Portanto, o cristão é reativo pelo fato de ser interiorizado e por ser negador de si mesmo, aplicando sua força contra si e gastando muita energia na repressão gerada por esse ato. O elemento central desta hermenêutica de si é a tecnologia confessional também inventada pelocristianismo como forma básica de relação do sujeito consigo e com os outros, que implica a colocação de si mesmo como objeto do próprio discurso e a obrigação de dizer a verdade aquele que ocupa um lugar de poder em relação aquele que fala.
Esta hermenêutica de si posta em movimento pelo cristianismo, onde se inscreve num registro moral, se torna hermenêutica na modernidade,...
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