FORMACAO ECONOMICA DO BRASIL - CELSO FURTADO - PARTE 4

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 9 (2028 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 28 de novembro de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
• PARTE QUATRO: ECONOMIA DE TRANSIÇÃO PARA O TRABALHO ASSALARIADO NO SÉCULO XIX
• XVI. O MARANHÃO E A FALSA EUFORIA DA ÉPOCA COLONIAL
• Novas dificuldades no último quartel do Século XVIII (após a independência norte-americana);
• Brasil recupera alguns mercados para o açúcar;
• Baixíssima renda per capita;
• Maranhão e Pará isolados dos dois outros sistemas macroeconômicos;
• Pará:sistema extrativista florestal dos jesuítas, que sofre decadência com a ascensão de Pombal ao poder.
• Maranhão: alguma articulação pecuarista ao Nordeste. Único sistema de sucesso no final do século XVIII (algodão em substituição ao do sul dos EUA);
• Companhia de Comércio bastante capitalizada para a região foi criada por Pombal;
• Guerra de Independência dos EUA havia diminuído a oferta dealgodão;
• Grande produção também de arroz (Maranhão);
• Escravos indígenas -> Escravos negros;
• Depressão nas outras regiões coloniais;
• Vinda da família real traz efêmero otimismo;
• Revolução Francesa -> Transtornos nas produções tropicais de suas colônias (Ex: açúcar e café no Haiti)
• Guerras Napoleônicas -> desarticulação do Império Espanhol;
• Crescimento do uso do algodão na indústriatêxtil britânica;
• Prosperidade da pecuária até a independência.
• XVII. PASSIVO COLONIAL, CRISE FINANCEIRA E INSTABILIDADE POLÍTICA
• Invasões napoleônicas -> Contatos diretos com a maioria dos mercados;
• Tratados com a Grã Bretanha em 1810 – Limitação à autonomia brasileira, posição reforçada com novos tratados em 1827;
• Assunção da responsabilidade de parte da dívida externa portuguesa;• Classe comerciante incipiente (e principalmente lusitana) frente a agroexportadores;
• Agroexportadores pressionam por livre mercado;
• Britânicos não se abriram aos produtos brasileiros, concorrentes de suas Antilhas;
• Luta com os britânicos para manutenção da escravidão. Diminuição do tráfico africano de escravos;
• Redução da autoridade central, problemas econômicos na Bahia, emPernambuco e Maranhão, com queda substancial da renda per capita. Tensçoes refletidas em rebeliões armadas de Norte a Sul;
• Surge o café (década de 1830). Solidez financeira nas proximidades da capital, atuando como força agregadora;
• Parco aparelho fiscal trouxe dificuldades para o Governo. Guerra no Uruguai (Província Cisplatina) trouxe mais um problema, devido às somas dispendidas;
• Ódio urbanocontra comerciantes portugueses.
• XVIII. CONFRONTO COM O DESENVOLVIMENTO DOS EUA
• Pressão sobre a taxa de câmbio (muitas importações);
• Não era possível adotar a política protecionista dos EUA, pois lá já havia uma base econômica interna consolidada;
• Nos EUA, a cena era dominada por pequenos agricultores e grandes comerciantes urbanos;
• Alexander Hamilton (Protecionista) X Visconde deCairu (Liberal)
• Indústrias que não competissem com as inglesas eram fomentadas desde o período colonial (lembrar de Mauá);
• Produção de ferro nos EUA para redução da dependência dos países do Báltico (especialmente a Suécia);
• Consciência independente desde cedo. Construção naval local desde muito cedo (período colonial). Guerra de Independência só estimulou ainda mais o desenvolvimentodessas características;
• Transtornos napoleônicos ajudaram ainda mais (necessidade da Grã Bretanha de achar novos mercados);
• Experiência técnica + lucidez dos dirigentes (founding fathers);
• Grandes plantações de algodão (primazia dos têxteis na primeira Revolução Industrial);
• Abertura do meio-oeste, abrindo espaço para a imigração europeia massificada;
• Balança comercial inicialmentedeficitária, mas com o tempo equilibrada;
• Dívidas de longo prazo através de bônus federais e estaduais;
• Construção da infraestrutura e estímulo a atividades básicas.
• XIX. DECLÍNIO A LONGO PRAZO DO NÍVEL DE RENDA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX
• Iniciativas siderúrgicas de Dom João VI falharam por falta de mercado consumidor interno;
• Pequeno consumo em declínio, decadência do...
tracking img