Fordismo

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As Transformações Sociais Pós-Crise do Fordismo
Laboratório de Análise de Pesquisa em Relações Internacionais V – Estados Unidos
Caroline de Araujo Ribeiro RA: 201011108
Professora Tatiana Maranhão
FACAMP – Faculdades de Campinas

3º B
As Transformações Sociais Pós-Crise do Fordismo
Laboratório de Análise de Pesquisa em Relações Internacionais V – Estados Unidos
Caroline de AraujoRibeiro RA: 201011108
Professora Tatiana Maranhão

Introdução

Mudanças no âmbito social, político e econômico: modo de consumo, de trabalho, administração estatal e a produção em função do lucro, fizeram parte do processo de transição do regime de acumulação, no final do século XX. Essas mudanças estão relacionas ao processo de produção e de reprodução de trabalhadores assalariados, assim como aomodo de regulamentação social e política. Ambas as características estão presentes do sistema econômico capitalista.
Inicialmente, porém, o capitalismo apresenta algumas dificuldades para que seja implantado de maneira eficaz: o controle sobre o emprego da mão-de-obra e a fixação de preços do mercado. No que tange à fixação de preços, os capitalistas controlam seus preços de acordo com anecessidade e vontade dos consumidores. Nesse sentido, o Estado exerce uma importante função de interventor, responsável por preencher as falhas de mercado e combater monopólios. Quanto às necessidades dos consumidores, o Estado é responsável por fornecer bens coletivos – saúde, educação, segurança, infraestrutura – que, por sua vez, não podem ser alvo de especulações do mercado.
Ou seja, o Estado,associado à outras instituições ou não, consegue exercer pressões sobre a dinâmica capitalista, influenciando-a. Essas podem ser diretas – através do controle de preços – ou indireta – incorporando no estilo de vida da população novos hábitos de consumo.
Outra dificuldade está pautada, “na conversão da capacidade de homens e mulheres de realizarem um trabalho ativo num processo produtivo cujosfrutos possam ser apropriados pelos capitalistas” (Harvey, 2008, p. 118). O controle do emprego da mão-de-obra adere uma característica essencial para essas recorrentes transformações: torna-se assalariada. Com isso, o trabalhador deixa de exercer controle sobre sua disciplina de trabalho e as técnicas utilizadas nele, tendo em vista a ampliação do capital. Isso causou grande impacto aos trabalhadoresque precisavam se adaptar a essa nova realidade.
Sintetizada no controle de trabalho, essa nova realidade depende da familiarização, admissão de novos membros e cooperação mútua da sociedade para que seja implantada de maneira eficaz. A socialização do trabalhador no sistema capitalista depende do quanto ele se identifica com o seu trabalho. Nesse sentido, Richard Sennett ilustra, em sua obra“A corrosão do caráter”, que mesmo em um ambiente de trabalho moderno e dinâmico, esse processo de identificação ainda é demasiadamente complexo.

O fordismo

Lealdade aos companheiros e ética no trabalho, sentimento de solidariedade social, o treinamento, o emprego de técnicas específicas, ou seja, o modo de regulamentação do trabalhador mostra-se como um grande empecilho para o funcionamentoeficaz do modo de produção capitalista – assalariado – vigente.
O período pós-guerra foi marcado por essas transformações: controle de trabalho, surgimento de novas tecnologias, novos hábitos de consumo, o Estado assumindo o papel de interventor, entre outras características que podem ser sintetizadas no regime fordista. A recorrência dessas transformações político-econômicas, por sua vez,ilustra a transição do regime fordista para o regime de acumulação flexível, tema que será abordado na obra de David Harvey, “Condição Pós-Moderna”.
Porém, o que foi o regime fordista? Esse regime caracteriza-se por um conjunto de técnicas de controle do trabalho, hábitos de consumo e de poder econômico que vigoraram na sociedade norte-americana no período de expansão do pós-guerra (entre 1945 e...
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