Flores biologicas

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  • Publicado : 19 de março de 2013
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“Na região de Peirópolis, em Minas Gerais, há muitos fósseis de dinossauros.” A informação passada por um colega ao paleontólogo Llewellyn Ivor Price na década de 1940 possibilitou a coleta de vários fósseis de milhões de anos. Alguns desses materiais eram partes de duas espécies de dinossauros descritas agora por um grupo de pesquisadores do Rio de Janeiro – Alexander Kellner e Marcelo Trotta,do Museu Nacional; Diógenes de Almeida, do Departamento Nacional de Produção Mineral – e de São Paulo – José Bertini e Rodrigo Santucci, da Universidade Estadual Paulista de Rio Claro.

“Por muitos anos Price – que era gaúcho, apesar do nome estrangeiro – foi à região de Peirópolis, perto da cidade de Uberaba, em Minas Gerais. “A ‘dica’ foi dada lá pelo ano de 1947, por Jesuíno FelicíssimoJunior, pesquisador do Instituto Geográfico e Geológico de São Paulo”, conta Alexander Kellner, paleontólogo do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que participou da descrição das duas espécies.

O Baurutitan britoi e o Trigonosaurus pricei são os novos dinossauros brasileiros descritos. Eles eram corpulentos, com cauda e pescoço compridos e uma cabeça pequena – bem parecidos comos dinossauros que vemos em filmes de ficção. A diferença mais marcante entre as duas espécies está no tamanho e na cauda.

O T. pricei apresentava uma cauda robusta e longa, tinha 9,5 metros de altura e pesava oito toneladas. Já e o B. britoi era um pouco maior, com 12 metros de altura e dez toneladas de peso, porém sua cauda era mais curta e fina. Diogenes de Almeida Campos, do DepartamentoNacional de Produção Mineral, participou do trabalho com o B. britoi e conta que fez visitas ao lado o próprio Llewellyn Ivor Price ao local em que foram encontrados os fósseis. “Visitei a região, trabalhei com Price e cheguei a coletar algum material que hoje possibilitou essa descrição”, comenta.

Os grandalhões eram herbívoros, ou seja, se alimentavam apenas de vegetais. Ambos viveram na Terra noperíodo entre 80 e 90 milhões de anos atrás. Nesta época, Peirópolis era uma parte bem quente do nosso planeta, com pouca vegetação. Havia lá rios e lagos onde os animais iam beber água, com seus pescoços compridos.

No Brasil, já existem 15 espécies de dinossauros descritas, encontradas nas regiões do Rio Grande do Sul, Ceará e Minas Gerais. Essas análises e descobertas são muito importantesporque ajudam a montar o quebra-cabeça da fauna do país na pré-história. Até 1999, apenas quatro espécies de dinossauros haviam sido descobertas. De lá para cá, graças ao empenho dos paleontólogos brasileiros e a ações de popularização – como a exposição “No tempo dos dinossauros”, realizada em 1999, no Museu Nacional do Rio de Janeiro, que chamou a atenção para o trabalho dos pesquisadores desta área– instituições de apoio à pesquisa financiaram alguns trabalhos e, assim, o número de espécies descritas aumentou quase quatro vezes.

Abelissauro
O abelissauro (Abelisaurus comahuensis, do latim "lagarto de Abel") foi uma espécie de dinossauro carnívoro e bípede do período Cretáceo, há cerca de 74 milhões de anos. Media cerca de 3 metros de altura, 7 metros de comprimento e pesava entre 1,5 e 2,5toneladas.
Foi, em seu tempo, um dos maiores predadores da América do Sul.
Este gênero de dinossauros foi identificada a partir de alguns fragmentos de ossos encontrados em 1985 na Argentina. Apresenta alguma semelhança (embora superficial) com o tiranossauro



Amazonssauro
(Amazonsaurus maranhensis) foi uma espécie de dinossauro herbívoro e quadrúpede do período Cretáceo. Media em torno de 13metros de comprimento, 5 metros de altura e pesava cerca de 10 toneladas.
O amazonssauro viveu na América do Sul e foi descoberto na região norte do Brasil, ou como o próprio nome do dinossauro indica, na região Amazônica. Cerca de 100 fragmentos ósseos foram encontrados às margens do rio Itapecuru, no município de Itapecuru Mirim, no estado do Maranhão. Segundo os pesquisadores esse saurópodo...
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