Fitoterapicos

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 25 (6073 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 12 de abril de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
1. Introdução




A utilização de plantas medicinais é tão antiga quanto a raça humana, e a preparação de medicamentos fitoterápicos sempre fez parte da prática farmacêutica. 
Com o advento da revolução industrial e o desenvolvimento da química orgânica os produtos sintéticos foram adquirindo primazia no tratamento farmacológico. 
Os benefícios daschamadas “drogas vegetais” passam de geração em geração. 
Este trabalho contempla uma visão crítica atual das plantas medicinais propriamente dita, considera histórico, mercado e consumo, sua importância na terapêutica, e panorâmica da qualidade atual dosfitoterápicos. 
A discussão da fitoterapia enquanto ciência, aborda todas aquelas áreas do conhecimento e referidosestrangulamentos da pesquisa científica que representam a totalidade da mesma em ordem de ocorrência e evolução no desenvolvimento da forma farmacêutica. 
































Histórico


Os indícios sobre a prática da Fitoterapia são muito antigos e encontrados em todo o mundo. O primeiro manuscrito conhecido sobre essa práticaé o Papiro de Ebers (1500 a.C.), que descreve centenas de plantas medicinais. No Egito, várias plantas são mencionadas nos papiros, e na Grécia, Teofrasto (372-285 a.C.), discípulo de Aristóteles (384-322 a.C.), catalogou cerca de 500 espécies vegetais. Hipócrates (460-361 a.C.), considerado o pai da medicina, utilizava drogas de origem vegetal em seus pacientes e deixou uma obra – CorpusHippocraticum, que é considerada a mais clara e completa da Antiguidade no que se refere à utilização de plantas medicinais.
Durante muito tempo, as plantas medicinais foram utilizadas em rituais religiosos e na cura de doentes pelos curandeiros e feiticeiros. O pensamento hipocrático estabeleceu uma concepção holística do Universo e do homem, visando o tratamento do indivíduo e não apenasda doença.  Já na Idade Média, a concepção de mundo máquina levou à difamação daqueles que detinham o conhecimento sobre as plantas medicinais, considerados como bruxos e condenados à fogueira
Na Idade Moderna, com o desenvolvimento da pesquisa e metodologia, as terapêuticas sem base científica, como a Fitoterapia, foram marginalizadas.
No mundo, a Fitoterapiadesenvolveu-se dentro das Medicinas Chinesa e Ayurvédica. A Fitomedicina na Europa tornou-se uma forma de tratamento predominante. No Brasil, a terapêutica popular foi desenvolvida com as contribuições dos negros, indígenas e portugueses.
A partir do século XX, o desenvolvimento da indústria farmacêutica e os processos de produção sintética dos princípios ativos existentes nas plantascontribuíram para a desvalorização do conhecimento tradicional.
Ao final da década de 1970, a Organização Mundial da Saúde (OMS) cria o Programa de Medicina Tradicional, com objetivos de proteger e promover a saúde dos povos do mundo, incentivando a preservação da cultura popular sobre os conhecimentos da utilização de plantas medicinais e da Medicina Tradicional.
A OMSrecomenda aos estados-membros “o desenvolvimento de políticas públicas para facilitar a integração da medicina tradicional e da medicina complementar alternativa nos sistemas nacionais de atenção à saúde, assim como promover o uso racional dessa integração” (BRASIL, 2006). Para isso, são necessários promover a segurança, eficácia, qualidade, acesso e uso racional dessas práticas.
Em 1989foi fundada a ESCOP (European Scientific Cooperative on Phytotherapy) – Cooperativa Científica Européia de Fitoterapia –, com os objetivos de estabelecer critérios harmônicos para o acesso aos produtos fitoterápicos, dar suporte para a pesquisa científica e contribuir para a aceitação da Fitoterapia na Europa.
Em 1978, foi estabelecida a Comissão E, uma divisão da Agência Federal de...
tracking img