Fisioterapia respiratoria

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  • Publicado : 9 de abril de 2013
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A Unidade de Terapia Intensiva ou simplesmente UTI caracterizam-se como "Unidades complexas dotadas de sistema de monitorização contínua que admitem pacientes potencialmente graves ou com descompensação de um ou mais sistemas orgânicos e que com o suporte e tratamento intensivos tenham possibilidade de se recuperar".
Tipos de Internações na UTI
Doente Grave – É aquele que apresenta umcomprometimento importante de suas funções vitais
Doente de Alto Risco – É o paciente que, embora se encontre bom no momento, subitamente pode sofrer alterações graves de suas funções vitais, em face da natureza complexa de seu problema básico.
FISIOTERAPIA NA UTI
A Fisioterapia na Unidade de Terapia Intensiva tem o objetivo de auxiliar na manutenção das funções vitais, através da prevençãoe/ou tratamento de doenças pulmonares, circulatórias e musculoesqueléticas, reduzindo assim o número de complicações e o tempo de ocupação do leito.
QUALIFICAÇÕES DO FISIOTERAPEUTA NA UTI
Familiarização com os equipamentos da unidade.
Conhecimento científico dirigido ao paciente de alto risco.
Observação crítica para auxílio e cooperação no diagnóstico e terapêutico e preventivo.Domínio técnico e objetividade de condutas.
Iniciativa e dinamismo para o trabalho em equipe.
Deve possuir conhecimento da fisiologia e da fisiopatologia das diversas patologias e dos recursos tecnológicos, que fazem parte da rotina de uma UTI.
PRINCIPAIS OBJETIVOS
Minimizar os efeitos da imobilidade no leito.
Prevenir ou tratar as complicações respiratórias e motoras.
A assistênciaventilatória do paciente crítico.
Monitorização ventilo-respiratória.
INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA
Insuficiência respiratória aguda (IRpA) pode ser definida como a incapacidade do sistema respiratório em manter a ventilação e/ou oxigenação do paciente, que se instala rapidamente.
PaO2 < 50mmHg e/ou PaCO2 > 50mmHg (com um pH < 7.35)
Causas de IRpA
disfunções do sistema nervosocentral.
disfunções do sistema neuromuscular.
disfunções da caixa torácica.
disfunções das vias aéreas intra e extratorácicas.
problemas pleurais.

INTUBAÇÃO ENDO-TRAQUEAL
É o método pelo qual se introduz um tubo até a traquéia, comunicando-a com o meio externo através da boca ou nariz.

Indicações da intubação endo-traqueal
Apnéia.
Incapacidade de manter as vias aéreaspermeáveis por outros métodos.
Proteção da via aérea de sangue e vômito.
Comprometimento evidente ou potencial da via aérea devido lesões por inalação, fraturas faciais ou outras.
Ferimento craniano fechado, exigindo hiperventilação.
Falha em manter a oxigenação através de máscara facial.
Anestesia.

MÉTODO DE INTUBAÇÃO ENDO-TRAQUEAL
Posicionamento do paciente preferencialmente emdecúbito dorsal horizontal.
Hiperextensão da cabeça e elevação da mesma por um coxim.
Ventilação do paciente com máscara facial e AMBU para não expor o paciente à hipóxia.
Laringoscopia: o laringoscópio é inserido pelo lado direito da boca, sendo que a lâmina deslizará pela língua.
Bascular o laringoscópio cerca de 45 graus em relação ao plano da mesa e levantá-lo. Tal movimento irá expora laringe e permitir a entubação.
Inserção do tubo, com seu balonete (cuff) previamente testado.
Insuflação do balonete.
Verificação quanto ao posicionamento e seletividade.
Fixação do tubo. Lembrar que movimentos da cabeça podem deslocar o tubo em até 5 cm.
TRAQUEOSTOMIA
Deve ser indicada quando houver necessidade de manutenção de via aérea por tempo prolongado.
Deve serrealizada em caráter eletivo e com todos os rigores da técnica.
Não houve consenso quanto ao momento ideal para realização da traqueostomia, devem ser considerados: condição clínica, tempo de intubação, dependência e previsão de uso de VM.

MÉTODOS ESSENCIAIS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA
MÉTODOS ATUALMENTE ACEITOS

Os métodos de suporte ventilatório mais praticados na rotina assistencial e, por...
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