Fisiologia da visão

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CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO CAMILO
Curso de Medicina

Gilberto Werner Matni RA 235157

Fisiologia da Visão

SÃO PAULO
2011


CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO CAMILO
Curso de Medicina



Fisiologia da Visão

Trabalho acadêmico apresentado , submetido à disciplina de Fisiologia do curso de medicina do CentroUniversitário São Camilo, ministrado pelos professores Alexandre Massao e Roberta Medeiros.



São Paulo
2011

1 - INTRODUÇÃO
Os olhos (globos oculares), com aproximadamente 24 mm de diâmetro, estão situados dentro de órbitas ósseas ocas do crânio. Eles são os órgãos fotossensíveis do corpo. A luz passa através da córnea, do cristalino (lente doolho) e de várias estruturas refringentes do globo ocular; em seguida, a luz é focalizada pelo cristalino sobre a porção sensível à luz da túnica nervosa do olho, a retina, a qual contém as células fotossensíveis, os cones e os bastonetes. A informação visual passa por uma série de camadas de neurônios e células de sustentação, sendo transmitida pelo nervo óptico ao encéfalo, onde é processada.(GARTNER, 2007)
A parte funcional da retina cobre toda a parte posterior do olho, com exceção do ponto cego, onde está a origem do nervo óptico. A acuidade visual é maior no ponto central da retina (mácula); a luz é concentrada sobre uma depressão da mácula, a fóvea.
Para estudo fisiológico, considera-se a redução do sistema de lentes ao o cristalino, cuja curvatura pode aumentar ou diminuir emresposta a sinais nervosos vindos do cérebro, provocando a acomodação visual, mecanismo no qual o cristalino fica mais ou menos tensionado de acordo com o movimento dos ligamentos que o fixam ao globo ocular e dos músculos ciliares.
O cristalino, portando, determina o foco da visão através dos músculos ciliares, que por sua vez são controlados pelos nervos parassimpáticos, de forma que parafocalizar objetos distantes o músculo relaxa e para focalizar objetos próximos ele se contrai. Teoricamente, a luz de uma fonte em um ponto distante, quando focalizada na retina, deverá ser infinitamente pequena, porém, tal fato não ocorre porque o cristalino nunca é perfeito em sua função, então, forma-se uma mancha com um pequeno diâmetro.
A íris, por sua vez, tem por função controlar a quantidade deluz que atravessa a pupila. A estimulação dos nervos parassimpáticos excita o músculo esfincteriano pupilar, causando diminuição da abertura pupilar, fenômeno denominado miose. Por outro lado, a estimulação dos nervos simpáticos excita as fibras radiais da íris, causando dilatação pupilar, fenômeno denominado midríase. (GUYTON & HALL, 2006)
O reflexo pupilar é uma constrição da pupila em respostaa luz excessiva que penetra no olho. As alterações no tamanho da abertura pupilar são medidas pelo reflexo pupilar, um componente funcional do sistema nervoso autônomo. O músculo esfinctérico que produz a contração da pupila é inervado pelos neurônios parassimpáticos pós-ganglionares do gânglio ciliar e de outras células ganglionares dispersas entre as camadas da esclera e da coróide. A partenúcleo oculomotor é denominada núcleo de Edinger-Westphal. Tal núcleo autônomo é encontrado no mesencéfalo, proporciona a inervação pré-ganglionar para esses axônios parassimpáticos. A inervação para o músculo dilatador deriva de neurônios pré-ganglionares simpáticos torácicos que enviam axônios ao longo da cadeia simpática, inervando os neurônios pós-ganglionares no gânglio cervical superior, osneurônios pós-ganglionares enviam axônios ao longo das artérias carótida interna e oftálmica até a superfície posterior do globo ocular. Os referidos axônios fazem seu percurso entre as camadas escleral e coróide, alcançando os músculos dilatadores da íris. O reflexo pupilar é controlado por uma região no mesencéfalo denominada pré-teto. Os neurônios na região pré-teto têm axônios que terminam...
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