Fisiologia da diabetes

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  • Publicado : 22 de agosto de 2012
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INTRODUÇÃO




O pâncreas é o órgão responsável pela produção do hormônio denominado insulina. Este hormônio é responsável pela regulagem da glicemia (nível de glicose no sangue). Para que as células das diversas partes do corpo humano possam realizar o processo de respiração aeróbica, é necessário que a glicose esteja presente na célula. Portanto, as células possuem receptores deinsulina que, quando acionados "abrem" a membrana celular para a entrada da glicose presente na circulação sanguínea. Uma falha na produção de insulina resulta em altos níveis de glicose no sangue, já que esta última não é devidamente dirigida ao interior das células.
Visando manter a glicemia constante, o pâncreas também produz outro hormônio antagônico à insulina, denominado glucagon. Ou seja,quando ocorre um déficit de glicemia, mais glucagon é secretado visando restabelecer o nível de glicose na circulação.
Por causa dessa anormalidade os pacientes diabéticos têm maior propensão em desenvolver hipertensão, arteriosclerose, doenças oculares, doenças renais, e devem principalmente estar atento a feridas não cicatrizantes em extremidades do corpo (pés, pernas, e mãos) que podemlevar à amputação do membro.










DESENVOLVIMENTO




O diabetes compreende um grupo de enfermidades caracterizadas por níveis elevados de glicose no sangue (hiperglicemia). Os sintomas mais comuns são: secreção excessiva de urina (poliúria), sede (polidpsia) e fome (polifagia) intensas.
O diabetes pode ser classificado em o diabetes mellitus tipo 1, anteriormentedenominado de diabetes mellitus dependente de insulina (IDDM), é mais freqüente em crianças e adolescente, embora possa ocorrer em adultos, tendo sua prevalência em torno de 1 para cada 20 pessoas diabéticas são portadoras da diabetes tipo 1. O diabetes tipo 1, se caracteriza por um déficit de insulina, devido à destruição das células beta do pâncreas por processos auto-imunes ou idiopáticos, sendoassim os pacientes necessitam de injeções de insulina exógena para sobreviver, tendo sua quantidade de injeção diária variável em função do tratamento escolhido pelo endocrinologista e também em função da quantidade de insulina produzida pelo pâncreas.
A insulina sintética usada no tratamento pode ser de ação lenta ou rápida: a de ação lenta é ministrada ao acordar e ao dormir; a de açãorápida é indicada logo após grandes refeições. O controle rigoroso da dieta é importantíssimo para o diabético tipo 1, devendo o mesmo evitar carboidratos simples (refrigerantes, doces,...) e também evitar grandes variações de ingestão calórica. O diabético com dieta descontrolada pode ter surtos de hipoglicemia ou hiperglicemia, que se não tratado a tempo pode levar a seqüelas ou até mesmo à morte. Odiabetes tipo 1 tem maior probabilidade de conduzir à insuficiência renal antes dos 50 anos. Algumas apresentam insuficiência renal antes dos 30.
Já no diabetes mellitus tipo 2, tipo mais comum, está relacionado a obesidade e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos, possui um mecanismo fisiopatológico complexo e não completamente elucidado. Parece haver uma diminuição na respostados receptores de glicose presentes no tecido periférico à insulina, levando ao fenômeno de (resistência à insulina). As células betas do pâncreas aumentam a produção de insulina e, ao longo dos anos, a resistência à insulina acaba por levar as células betas à exaustão.
Desenvolve-se freqüentemente em etapas adultas da vida e é muito freqüente a associação com a obesidade; anteriormentedenominada diabetes do adulto, diabetes relacionada com a obesidade, diabetes não insulino-dependente. Vários fármacos e outras causas podem, contudo, causar este tipo de diabetes. É muito freqüente a diabetes tipo 2 associada ao uso prolongado de corticóides, freqüentemente associada à hemocromatose não tratada (doença aonde ocorre o depósito de ferro nos tecidos pelo seu excesso no organismo. Os...
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