Filosofia

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Dados de Catalogação na Publicação (CIP) Internacional
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
P77d
4.ed.
Platão, 428 ou 7-348 ou 7 A.C.
Defesa de Sócrates / Platão. Ditos e feitos memoráveis de Sócrates ;
Apologia de Sócrates / Xenofonte. As nuvens / Aristófanes ; seleção de textos de JoséAmérico Motta
Pessanha ; traduções de Jaime Bruna, Libero Rangel de Andrade, Gilda Maria Reale Strazynski. — 4.
ed. — São Paulo : Nova Cultural, 1987.
(Os pensadores)
Inclui vida e obra de Sócrates.
Bibliografia.
1. Comédia grega 2. Filosofia antiga 3. Sócrates, 4707-399 I. Xenofonte, apr. 430-apr. 355 A.C. II.
Aristófanes, apr. 448-apr. 385 A.C. III. Pessanha, José Américo Motta, 1932 - IV.Bruna, Jaime, 1910
- V. Andrade, Libero Rangel de, VI. Strazynski, Gilda Maria Reale. VII. Título: Defesa de Sócrates.
VIII. Título: Ditos e feitos memoráveis de Sócrates. IX. Título: Apologia de Sócrates. X. Título: As
nuvens. XI. Série-
CDD-180
-183.2
87.0685 -882.01
índices para catálogo sistemático:
1. Comédia : Literatura grega antiga 882.01
2. Filosofia socrática 183.2
3. Filósofosgregos antigos 180
4. Grécia antiga : Filosofia 180
SÓCRATES
VIDA E OBRA
Consultoria: José Américo Motta Pessanha
A democracia ateniense assegurava aos cidadãos o exercício da função
legislativa: integrantes da Ekklesia (assembléia popular), podiam e deviam
participar da elaboração das leis que regiam a vida e os destinos da cidade.
Mas o regime democrático impunha também aos cidadãos aobrigação de
defender, como juízes, as leis que eles mesmos votavam, pois, na condição
de membros das cortes populares, assumiam o compromisso — através do
juramento heliástico — de fazer acatar aquelas leis e de decidir, de acordo
com elas, o que seria justo e o que seria injusto, o que seria bom ou mau para
a cidade-Estado e seu povo.
No ano 399 a.C, o tribunal dos heliastas, constituído porcidadãos
provenientes das dez tribos que compunham a população de Atenas e
escolhidos por meio da tiragem de sorte, reuniu-se com 500 ou 501 membros.
Difícil tarefa aguardava esses juízes: julgar Sócrates, conhecida mas
controvertida figura. Cidadão admirado e enaltecido por alguns —
particularmente pelos jovens —, era, entretanto, criticado e combatido por
outros, que nele viam uma ameaçapara as tradições da polis e um elemento
pernicioso à juventude. Indiscutível era seu destemor, de que já dera provas
em tempos de guerra, como notória sua independência pessoal, manifestada
não apenas em seu modo peculiar e inconvencional de viver, mas também em
circunstâncias especiais — como quando se negou à conivência com sórdida
trama política urdida pelos Trinta Tiranos que durantealgum tempo haviam
dominado Atenas. Mas o que sobretudo o caracterizava era a atividade a que
vinha se dedicando há anos e que justamente suscitava o deleite e a
admiração dos jovens, enquanto noutros despertava ressentimentos:
conversar. Despreocupado com os bens materiais — cujo acúmulo era o
objetivo da maioria —, usufruindo os prazeres sem se atormentar em viver à
sua cata, mas também semdeles fugir em exageros ascetas, Sócrates
dedicava-se ao que considerava, desde certo momento de sua vida, sua
missão — a missão que lhe teria sido confiada pelo deus de Delfos e que o
tornara um "vagabundo loquaz": dialogar com as pessoas. Mas dialogar de
modo a fazê-las tentar justificar os conhecimentos, as virtudes ou as
habilidades que lhes eram atribuídos. Com esse objetivo inicial,levava o
interlocutor a emitir opiniões referentes à sua própria especialidade, para em
seguida interrogar a respeito do sentido das palavras empregadas. O
resultado das questões habilmente formuladas por Sócrates — que alegava
que "apenas sabia que nada sabia" — era, com freqüência, tornar patente a
fragilidade das opiniões de seus interlocutores, a inconsistência de seus
argumentos, a...
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