Filosofia

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Livro III – Palavras

Capítulo I – Palavras ou linguagem em geral
O homem possui a capacidade de formular sons articulados (palavras). Deus, além dos seus articulados, designou aos homens a linguagem, sendo para Locke “o instrumento mais notável e laço comum da sociedade”. Porém, somente as palavras não são suficientes para haver comunicação, pois se assim fossem, outros animais, como ospapagaios, também seriam capazes de linguagem.
Para que isso seja possível é preciso que se transformem em sinais de ideias. Ou seja, é preciso que esses sons signifiquem os sinais de concepções internas e fazê-los significar “as marcas das ideias internas se sua própria mente”.
Para a perfeição da linguagem, Locke evidencia a importância de todos esses sinais serem representados na forma dossinais gerais já que “a multiplicação de palavras confundiria seu uso, se cada coisa particular tivesse a necessidade de um nome distinto para ser enunciada”, denominando assim os termos gerais pelos quais uma palavra designaria uma palavra representaria uma infinidade de outras particulares, servindo como um aperfeiçoamento da linguagem.
Por fim, Locke apresenta os temas a serem analisados nocapítulo:
Primeiro – em que estes nomes são imediatamente aplicados
Segundo – o que a espécie e gênero das coisas são em que consistem e como são formados.

Capítulo II – O significado das palavras

Para Locke, as ideias obtidas pelos sentidos ou pela reflexão necessitam ser externalizadas para que se tornem conhecidas dos outros. Para esse intuito ”foi necessário ao homem desvendar certos sinaissensíveis externos”. Tais sinais sensíveis são as palavras, necessárias para a comunicação.
“As palavras na sua imediata significação, são sinais sensíveis de suas ideias, para quem as usa”.
Para que haja êxito na comunicação entre as pessoas é necessário que as ideias de quem fala corresponda às mesmas marcas de ideias do ouvinte.
(Dar exemplo da descrição de uma cadeira)

As palavrasreferem-se, com frequência, secretamente, em primeiro lugar, as ideias nas mentes de outros homens.
Como já falado anteriormente, os sons utilizados na comunicação devem significas as mesmas ideias tanto para o ouvinte quanto para o interlocutor, caso contrario, esse falaria em vão.
Em segundo lugar, as ideias referem-se à realidade das coisas já que seria inviável qualquer comunicação que tratassesomente da imaginação particular de cada pessoa, para que isso não ocorra é necessário que elas correspondam também à realidade das coisas.
Conexão imediata entre palavras e suas ideias. Existem ainda casos em que por um uso constante, cria-se uma conexão imediata entre determinado som e sua ideia correspondente “como se fossem os próprios objetos aptos para ocasioná-las”. (caso de alguma cor emespecífico).
De volta ao inatismo, Locke dirá que não há nenhuma conexão natural entre a palavra, o seu e seu significado, sendo somente uma “perfeita imposição arbitraria”, ou seja, acordos e convenções.

CAPÍTULO III: TERMOS GERAIS
As palavras deveriam ser conforme às coisas e terem seu significado particular. Todavia, por razão e necessidade, a maioria delas são termos gerais. É impossívelpara nós dar um nome distinto e particular para cada coisa, pois o ser humano não consegue formar e manter idéias distintas de todas as coisas que entra em contato. Se isso fosse possível, seria inútil para a linguagem mesma, pois que um não conseguiria se comunicar com o outro se este não estivesse familiarizado com os mesmos particulares que o primeiro. Se fosse possível, seríamos obrigados areceber em nosso conhecimento todas as palavras relativas a todos os objetos particulares. Todavia essas coisas particulares seriam agrupadas em espécies distintas de acordo com a conveniência e com as relações entre elas. Lembra Locke que neste caso os nomes próprios para pessoas continuariam a ser usados. As coisas que atualmente têm nomes próprios, assim os têm porque há motivos para se...
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