Filosofia

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  • Publicado : 5 de abril de 2014
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8. O que foi a “revolução copernicana” em filosofia?
A tradição antiga e medieval considerava que o mundo era formado por sete esferas concêntricas em cujo centro estava, imóvel, a Terra. Em grego, Terra se diz Gaia ou Geia. Como ela se encontrava no centro, o sistema astronômico era chamado de geocêntrico e o mundo era explicado pelo geocentrismo.A chamada "revolução copernicana" foi realizada pelo astrônomo Copérnico. Ele demonstrava que o sistema geocêntrico não dava conta dos movimentos celestes e de muitos outros fenômenos astronômicos. Suas teses eram sustentadas pelo argumento de que percebemos o movimento do Sol e dos demais astros, mas não percebemos o movimento da Terra e por isso a consideramos imóvel. Para o astrônomo, não hámotivo racional para considerarmos que o céu se move e a Terra está imóvel, pois poderia ser o contrário ou, até mesmo, poderia dar-se que ambos estivessem em movimento. Copérnico julgava que o Sol se mantinha imóvel no centro do sistema. Posteriormente, os astrônomos demonstraram que o próprio Sol realiza um movimento de translação, isto é, também se move, mas não em volta da Terra; julgavatambém que o movimento dos planetas era circular, mas Kepler demonstrará que são elípticos. Em grego, Sol se diz helios e por isso o sistema de Copérnico é chamado de heliocêntrico, e sua explicação, de heliocêntrismo, pois o Sol está no centro do nosso sistema planetário e tudo se move ao seu redor.

9. Explique o que querem dizer as expressões a priori e a posteriori.
A priori é uma expressão deorigem latina que significa “ter [alguma coisa] prioridade com relação à experiência, ser [alguma coisa] anterior à experiência e não provir dela”. A posteriori também é de origem latina e, ao contrário de priori, significa “ser [alguma coisa] posterior à experiência e dependentedela”.
10. Qual a relação estabelecida por Kant entre razão a priori e a experiência a posteriori?

11. Segundo o texto, Kant resolve o impasse entre o inatismo e o empirismo? Como?
Inatistas e empiristas, isto é, todos os filósofos, parecem ser como astrônomos geocêntricos, buscando um centro que não é verdadeiro. O engano dos filósofos foi considerar que o conhecimento se inicia tendo comoponto de partida a realidade: no caso dos inatistas, como Descartes, a realidade inicia é o interior, o espírito, a alma humana, que Descartes chama de “coisa pensante” ou “substância pensante”; no caso dos empiristas, a realidade inicial é exterior, o mundo ou a natureza.
Ora, diz Kant, “o ponto de partida da filosofia não pode ser a realidade (seja ela interna ou externa), e sim o estudo daprópria faculdade de conhecer ou o estudo da razão”. De fato, os filósofos anteriores, em lugar de, antes de tudo, estudar o que é a própria razão e indagar o que ela pode e o que não pode conhecer, o que é a experiência e o que ela pode ou não pode conhecer; em vez, enfim, de procurar saber o que é a verdade, preferiram começar dizendo o que é a realidade (a natureza e o espírito humano), afirmandoque ela é racional e que, por isso, pode ser inteiramente conhecida pelas idéias da razão. Colocaram a realidade exterior ou os objetos do conhecimento no centro e fizeram a razão, ou o sujeito do conhecimento, girar em torno deles. Façamos, pois, uma revolução copernicana em Filosofia, escreve Kant em sua obra Crítica da Razão Pura: até agora, julgava-se “que nosso conhecimento devia ser reguladopelos objetos”, mas agora devemos “admitir que os objetos devem regular-se pelo nosso conhecimento”.

Os racionalistas (Descartes) diziam que o conhecimento vinha da razão.
Os empiristas (Locke, Hume) diziam que o conhecimento vinha da experiência
Kant resolve a briga dos dois grupos dizendo que as duas coisas tem que andar juntas para a produção do conhecimento. Que temos juízos a priori...
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