Filosofia

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Filosofia da Educação



Fichamento do livro:
“O que é mito?”













Filipe da Silva Oliveira
Filosofia da Educação
Prof. Ila Maria












Setembro-2012Salvador

“O mito é uma narrativa. É um discurso, uma fala. É uma forma de as sociedades espelharem suas contradições, exprimirem seus paradoxos, dúvidas e inquietações. Pode ser visto como uma possibilidade de se refletir sobre a existência, o cosmos, as situações de "estar no mundo" ou as relações sociais.” (pg.7)

“Mas, o mito é também um fenômeno de difícil definição. Por trásdessa palavra pode estar contida toda uma constelação, uma gama versificada de idéias. O mito faz parte daquele conjunto de fenômenos cujo sentido é difuso, pouco nítido múltiplo.” (pg.7)

“O mito é então, uma narrativa especial, particular, capaz de ser distinguida das demais narrativas humanas.” (pg.8)

“O que ele procura dizer não é explicitado literalmente. Não"está na cara". O mito
não é "objetivo". (pg.9)

“O mito é uma "coisa inacreditável". Algo "sem realidade" (pg.9)

“Mas, ainda assim, o mito funciona socialmente. Existem bocas para dizê-lo e ouvidos para ouvi-lo.” (pg.9)

“Aqui o aspecto principal é que, embora o mito possa não ser a verdade, isto não quer dizer que seja sem valor.” (pg.11)

“Navegar no labirinto dos mitos e seussignificados é muito mais estar no submarino amarelo que num navio convencional. As viagens, suas rotas e procuras é que são, de fato, um grande mito.” (pg.15)

“O mito está na existência. Resiste a tudo, fazendo no fundo com que suas interpretações sejam, quase sempre, matéria-prima para novos mitos.” (pg.16)

“Com o "trabalho de campo", o estudo do mito ganhoua dimensão fundamental de se poder acompanhá-lo em funcionamento, sendo usado e vivido, exercendo sua plenitude de força cultural atuante. Com o aprofundamento, pelo "trabalho de campo", do nosso saber sobre as sociedades tribais, torna-se transparente uma nova área de significações para o mito.” (pg.26)

“Acho que posso marcar a visão naturalista do mito como ponto departida.” (pg.29)

“Ainda mais a experiência humana de representar seu próprio espírito, de supor sua alma ou uma duplicidade outra qualquer, permitiria pensar nesta mesma possibilidade para o resto do universo.” (pg.33)

“A vivência do sonho, do devaneio, da imaginação levaria à pressuposição da duplicidade de uma vida física e uma outra em diferente nível.” (pg.33)

“Aí, como mito eritual eram partes da questão geral da religião, o caso passa a ser procurar mais pelas suas diferenças que pelas similaridades.” (pg.35)

“É com o estado das coisas neste pé, que vai aparecer uma nova contribuição extremamente significativa para a Antropologia Social como um todo e para a interpretação do mito em particular.” (pg.37)

“O "trabalho de campo" tem, na Antropologia,uma espécie de marco clássico ligado a um pesquisador e a uma sociedade pesquisada.” (pg.38)
“..."trabalho de campo" nos dá o mito na sua concretude social. Vivo como força cultural, vivido como prática entre os que nele acreditam.” (pg.38)

“Mas, naqueles anos 20, quando publica muitos de seus trabalhos, Malinowski adotou uma perspectiva um tanto "funcional" demais em relação ao mito.Acabou, talvez, mais real que o próprio rei e reduziu a mitologia a um certo tipo de "dieta" existencial. Em outras palavras, assumiu o mito como guia do cotidiano radicalmente pronto a ser usado como "bíblia" para o funcionamento social.” (pg.39)

“Nem o mito nem nada, a bem da verdade, é tão funcional assim. Mas também, a bem da verdade, malgrado a inflação...
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