Filosofia

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GUIA DE ESTUDOS DE FILOSOFIA
Docente: Prof. Mstndo Cláudio Silva

3º Eixo Temático
Problemas estéticos na Filosofia
3.1 O problema do belo e da experiência estética
• A questão da mímesis.
• Autores de referência: Platão e Aristóteles.


O problema do belo e da experiência estética


O conceito de belo, é eminentemente histórico. Cada época , cadacultura , tem o seu padrão de beleza próprio. Já houve até quem dissesse que “gordura é formosura”.
Da mesma forma, as manifestações artísticas têm sido bastante diversas e, por vezes , até desconcertantes, no curso da história. Essa diversidade se deve a vários fatores , que vão do político , social e econômico até os objetivos artísticos que cadaépoca ou cultura tem se colocado.
Sem querer, aqui , fazer história da arte, vamos discutir o naturalismo - postura fundamental que marcou profundamente toda a arte ocidental desde a Grécia Antiga - e sua ruptura no final do século XIX , a qual deu origem à produção artística do século XX.
O naturalismo , segundo Harold Osborne, pode ser definido como aambição de colocar diante do observador uma semelhança convincente das aparências reais das coisas. A admiração pela obra de arte, dentro dessa perspectiva, advém da habilidade do artista em fazer a obra parecer ser o que não é, parecer ser a realidade do que representa.
Dentro da atitude naturalista, podemos distinguir algumas variações, dentre as quais asmais importantes são o realismo e o idealismo.
O realismo mostra o mundo como ele é, nem melhor , nem pior. É característico, por exemplo, da arte renascentista do século XV.
Já o idealismo retrata o mundo nas suas condições mais favoráveis. Na verdade, mostra o mundo como desejaríamos que fosse, melhorando e aperfeiçoando o real. É o padrão da artegrega, que não retrata pessoas reais, mas pessoas idealizadas. Foram os gregos que elaboraram a teoria das proporções do corpo humano.
A ruptura com a atitude naturalista vai ocorrer na Segunda metade do século XIX com os impressionistas , que passam a dar primazia às variações da luz e não aos objetos representados.
Essa mudança de atitude se deve , emparte , ao aparecimento do bisavô da máquina fotográfica - o daguerreótipo - , que fixa as imagens do mundo de forma mais rápida e mais econômica do que a tela pintada. Assim, os artistas, principalmente os pintores, tiveram de repensar a função da arte e o espaço específico da pintura.


“O verdadeiro caminho para o sucesso se inicia quando oindivíduo percebe que o trabalho o ajudará a realizar seu sonho” R. SHINYASHIKI


A questão da mímesis


Na Grécia Antiga não havia a idéia de artista no sentido que hoje empregamos, uma vez que a arte estava integrada à vida. As obras de arte dessa época eram utensílios ( vasos , ânforas , copos , templos etc.) ou instrumentos educacionais. Assim, oartífice que os produzia era considerado um trabalhador manual, do mesmo nível do agricultor ou do ferramenteiro. Ele era um artesão numa sociedade em que o trabalho manual era considerado indigno.
Nesse período ( sécs . V e IV a.C. ) foram desenvolvidas técnicas cuja principal motivação era produzir cópias da aparência visível das coisas. A função da arteera criar imagens de coisas reais, imagens que tivessem aparência de realidade.
Há várias anedotas que ilustram bem isso, embora poucos exemplares da pintura grega tenham chegado até nós. Dizem que Apeles pintou um cavalo com tanto realismo que cavalos vivos relincharam ao vê-lo. Outra história conta que Parrássio pintou uvas tão reais que passarinhos...
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