Filosofia

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ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROFESSOR PAUL HUGON
















PROFESSOR MARCOS VINICIUS DE SOUZA






HISTÓRIA DA FILOSOFIA: A PATRÍSTICA E A ESCOLÁSTICA
















SÃO PAULO
2007
1. O PENSAMENTO CRISTÃO: A PATRÍSTICA E A ESCOLÁSTICA


"Quem não se ilumina com o esplendor de todas as coisas criadas, é cego. Quemnão desperta com tantos clamores, é surdo. Quem, com todas essas coisas, não se põe a louvar a Deus, é mudo. Quem, a partir de indícios tão evidentes, não volta a mente para o primeiro princípio, é tolo" (São Boaventura).


A queda do Império Romano foi causada por uma série de problemas internos que fragilizaram o Império e o colocaram à disposição de invasões de outros povos. Apesar deser uma obviedade, todo Império começa a decair após alcançar o seu apogeu, e com Roma não foi diferente.
Com relação às invasões, é importante notar que a região européia do império passou a ser ocupada por povos nômades, de diferentes origens e em alguns casos, que realizavam um processo de migração, ou seja, sem a utilização de guerra contra os romanos. Vários desses povos foramconsiderados aliados de Roma e o Império Romano foi dividido por causa de invasores em quase toda parte de Roma.
Em meio ao esfacelamento do império romano, decorrente, em grande parte, das invasões germânicas, a igreja católica conseguiu manter-se como instituição social. Consolidou sua organização religiosa e difundiu o cristianismo, preservando, também muitos elementos da cultura greco-romana.Apoiada em sua crescente influência religiosa, a igreja passou a exercer importante papel político na sociedade medieval. Desempenhou, às vezes, a função de órgão supranacional, conciliador das elites dominantes, contornando os problemas das rivalidades internas da nobreza feudal. Conquistou, também, vasta riqueza material: tornou-se dona de aproximadamente um terço das áreas cultiváveis daEuropa ocidental, numa época em que a terra era a principal base da riqueza.
O Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano em 380. O Império Romano do Ocidente cairia cerca de 100 anos depois. Entre os séculos II e III, séculos em que o Cristianismo ganhou cada vez mais adeptos entre os Romanos, o Império começou a sentir os sinais da crise com a diminuição do número deescravos, as rebeliões nas províncias, a anarquia militar e as invasões bárbaras.


1.1 CONFLITOS E CONCILIAÇÃO ENTRE FÉ E RAZÃO


"Tomai cuidado para que ninguém vos escravize por vãs e enganadoras especulações da “filosofia”, segundo a tradição dos homens, segundo os elementos do mundo, e não segundo Cristo" (São Paulo).

No plano cultural, a igreja exerceu ampla influência,traçando um quadro intelectual em que a fé cristã se tornou o pressuposto (isto é, o antecedente necessário) de toda a vida espiritual.
Em que consistia essa fé? Consistia na crença irrestrita ou na adesão incondicional às verdades reveladas por Deus aos homens. Verdades expressas nas Sagradas Escrituras (Bíblia) e interpretadas segundo a autoridade da igreja.
De acordo com a doutrinacatólica, a fé representava a fonte mais elevada das verdades reveladas ( especialmente aquelas verdades consideradas essenciais ao homem e que dizem respeito a sua salvação. Nesse sentido, afirmava Santo o Ambrósio (340-397, aproximadamente): "Toda a verdade, dita por quem quer que seja, é do Espírito Santo".
Isso significava que toda investigação filosófica ou científica não poderia, demodo algum, contrariar as verdades estabelecidas pela fé católica. Em outras palavras, os filósofos não precisavam mais se dedicar a busca da verdade, pois ela já teria sido revelada por Deus aos homens. Restava-lhes, apenas, demonstrar racionalmente as verdades da fé.
Não foram poucos, porém, aqueles que dispensavam até mesmo essa comprovação racional da fé. Foi o caso de religiosos que...
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