Filosofia

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|SISTEMAS DE INFORMAÇÃO |INTRODUÇÃO À FILOSOFIA |AULA 8 |
|8º Semestre |Profª Juliane Vargas | |
|FILOSOFIA MEDIEVAL: A formação do mundo ocidental; o surgimento da filosofia cristã; Santo |1º Semestre 2011|
|Agostinho; o surgimento da Escolástica; São Tomás de Aquino; Guilherme de Ockham e a crise da | |
|Escolástica. | |


Fonte: Iniciação à história da Filosofia / Danilo Marcondes, 12ª edição, Rio de Janeiro, Jorge ZaharEd., 2008.


FILOSOFIA MEDIEVAL


A FORMAÇÃO DO MUNDO OCIDENTAL


Uma caracterização da filosofia medieval

Durante muito tempo a idade média foi conhecida como a “Idade das Trevas”, um período de obscurantismo e idéias retrógradas, marcado pelo atraso econômico e político do feudalismo, pelas guerras religiosas, pela “peste negra” e pelo monopólio restritivo da igreja nos campos daeducação e cultura.

Podemos dividir o período medieval em duas fases distintas, do ponto de vista filosófico e cultural: a primeira, que se segue à queda do império romano (séc V) praticamente até os sécs IX-X, quando a situação política começou a se estabilizar. A fase final (séc XI – XV) equivale ao desenvolvimento da escolástica.


O SURGIMENTO DA FILOSOFIA CRISTÃ

As origens da filosofiacristã

A religião cristã é originária do judaísmo. É da síntese do judaísmo, o cristianismo e a cultura grega que se origina a tradição cultural ocidental de que somos herdeiros até hoje.

Como se justifica a relação entre o cristianismo, que por sua origem revelada é uma religião, e a filosofia grega que em seu próprio surgimento já pretendia romper com o pensamento mítico religioso?Inicialmente o cristianismo não se distinguia claramente do judaísmo, sendo visto como uma seita ou um movimento renovador ou reformista dentro da religião e da cultura judaicas.

O primeiro marco na constituição do cristianismo como religião independente e dotada de identidade própria é a pregação de são Paulo, que se converte e passa a pregar e difundir a religião cristã em suas viagens por algunsdos principais centros do Império Romano.

É em são Paulo que encontramos a concepção de uma religião universal, não só a religião de um povo, mas de todo o Império, de todo o mundo então conhecido. Em “Atos dos apóstolos (15, 1-34)”, é narrado o episódio do confronto no Concílio de Jerusalém entre alguns fariseus convertidos ao cristianismo e Paulo, Barnabé e Pedro. Os fariseus pretendiam que ocristianismo fosse pregado apenas aos judeus, ao passo que Paulo defendia a necessidade de pregar a todos.

Uma diferença básica entre o cristianismo e o judaísmo e demais religiões da época, é a pretensão de evangelizar e converter outros povos.

O cristianismo difundiu-se progressivamente ao longo do séc I através dos núcleos de fiéis que surgiram nos principais centros urbanos como frutode ação de vários pregadores, levando adiante a missão de Paulo.

A tradição considera como o primeiro filósofo cristão são Justino (mártir em Roma em c. 167, nascido na Samaria e educado em Éfeso), que tem importância por ter sido um filósofo a se converter ao cristianismo, passando a considerá-lo como “a verdadeira filosofia” e a defender a idéia e a necessidade de uma filosofia cristã.

Orecurso à filosofia grega teve muitos opositores, que diziam que a filosofia grega era pagã e, portanto, alheia à mensagem cristã e que seus métodos e discussões eram nocivos. Passagens bíblicas que condenam a filosofia: Epístolas de são Paulo; Colossenses 2,8; 1ª Coríntios 1,18.

Uma questão que acompanhará todo o pensamento medieval é a tensão entre a filosofia e teologia, constituindo o que...
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