Filosofia

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Considera-se , hoje, necessário incluir

Disciplina:

FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO

Docente

LUÍS FERNANDO CRESPO

Módulo:

2.2

Data de Postagem:

ABRIL/2011

Data da Entrega: 02/05/2011

ATIVIDADE AVALIATIVA 1

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- Objetivo desta atividade:

1. Proporcionar ao aluno um aprofundamentosobre o tema da Filosofia da Educação.
2. Entender de que maneira a Filosofia pode oferecer um instrumental importante sobre a Educação
como um todo.
3. Aprofundar a reflexão sobre a importância da filosofia.
4. Preocupar-se com a metodologia do trabalho científico.



- Com isso você será capaz de (habilidades desenvolvidas):

1. Ler com maior clareza um texto científico;
2.Elaborar síntese de um texto original;
3. Dissertar, tendo um texto base e uma questão problema.



Leia o texto abaixo e, depois, disserte falando sobre o que é a Filosofia e, especificamente, a Filosofia da
Educação.





FILOSOFIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO



Prof. José J. F. Lara



(disponível em: http://educalara.vilabol.uol.com.br/lara2.htm)



Gostariaprimeiramente de observar que fui solicitado para uma conversa e não para uma conferência.
Isso me deixou muito à vontade, pois, conversa supõe diálogo e o diálogo é como que a casa da Filosofia,
desde os seus primórdios. Sócrates foi um mestre do diálogo e Platão nos legou “Diálogos”. Pretendo, pois,
quanto possível dialogar e não monologar. Peço, assim, que as minhas palavras iniciais sejamencaradas como
um convite ao diálogo e não como uma conferência.



1. O que é filosofia? Para que filosofar?



No mundo pragmático em que vivemos, a filosofia parece não servir para absolutamente nada. Ela não
consta das rubricas orçamentárias, não tem dotação , não recebe verbas específicas... Mal consta dos currículos
escolares e os filósofos são, em sua maioria, uns ilustresdesempregados...



No entanto, ela serve, ou melhor, comanda tudo. Está presente em qualquer decisão séria que tomamos, em
qualquer estratégia que implantamos. Pode-se dizer que ela é onipresente. Conforme Jaspers (1977. p.13) “a
filosofia é imprescindível ao homem. Está sempre presente e manifesta nos provérbios tradicionais, em
máximas filosóficas correntes, em condições dominantes,quais sejam, por exemplo, a linguagem e as crenças
políticas”.



É interessante notar que as grandes crises históricas foram férteis em pensamento filosófico. Após a
grande crise européia conseqüente à invasão dos bárbaros, surgiram as grandes sínteses da Idade Média. A
revolução copernicana que deu origem ao mundo moderno fez aparecerem as filosofias racionalistas. À
Segunda GuerraMundial seguiu-se o existencialismo...Nosso mundo, nosso país estão certamente em crise.
Estamos sentados sobre um vulcão que ameaça explodir. E já se esboçam linhas novas de concepção
filosófica.




Haverá uma relação necessária entre crise e filosofia? De certo. A crise produz o que os gregos
denominavam “thaumásia”, ou seja, admiração, pasmo, espanto que eles apontavam comosendo a origem do
pensar filosófico. Jaspers (ib) acrescenta que a consciência do que ele chama “situações-limite” – ter de
morrer, ter de sofrer, ter de lutar, estar sujeito ao acaso e incorrer inelutavelmente em culpa - também nos leva
a filosofar. Não será porque esta consciência nos põe também ela em crise, causando espanto ou pasmo, a
thaumásia dos gregos?



Poderíamos, talvez,dizer que a crise gerando o espanto ou pasmo, torna-nos conscientes de nossa
fragilidade física, intelectual, social ou moral, levando-nos a encarar a realidade como um problema na
acepção que lhe dá Julián Marías (apud Saviani, l980. p.20) de situação dramática em que se está e não se
pode mais continuar, exigindo, assim , uma solução. Ou seja, a crise, transformada em problema, desperta a...
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