Filosofia

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“Se quiséssemos ser apenas felizes, isso não seria difícil. Mas como queremos ficar mais felizes do que os outros, é difícil, porque achamos os outros mais felizes do que realmente são.”
Barão de Montesquieu

INTRODUÇÃO

O presente trabalho, tem a finalidade precípua de expor o pensamento de Charles –Louis de Secondat, o Barão deMontesquieu, através do Livro ”Do Espírito das Leis”, especificamente, na segunda parte da obra ( Livro Vigésimo ao Trigésimo Primeiro )
O livro foi publicado em 1748, e traz em seu bojo conceitos-chaves sobre o exercício da autoridade política, bem como, das formas de governo existentes .
Do espírito das Leis , tal qual o título preconiza, define a natureza própria de cada lei , ea forma como estas devem ser estabelecidas , adaptando-as , sobremaneira, à realidade do país vigente.
Busca neste contexto, a liberdade, e através dela , a felicidade, como princípio fundamental de uma vida digna e justa.

Livro Vigésimo
Das Leis em sua relação com o comércio considerado em sua natureza e em suas distinções.

As leis do comércio aperfeiçoam os costumes, ao tempo emque também os fazem desaparecer, suavizando e educando , numa perspectiva de construção reflexiva e autêntica.
A sua verdadeira essência , é sobremaneira, levar á paz, haja vista, a troca de interesses existentes, onde as partes são evidentemente beneficiadas , uma oferecendo e a outra comprando, satisfazendo pois , as necessidades existentes.
O Comércio traz à luz o espíritosolidário, assim o é , entre as nações, muito embora, contraditório aos particulares, que detém interesses e benefícios próprios, buscando sempre levar vantagem sobre o outro. No entanto, não se pode constituir tal ato, em regras.
É neste sentido, que se retrata a pobreza dos povos, eis que em alguns , provém a pobreza material, enquanto em outros, culminam a espiritual, sendo esta última adetentora de todos os males.
Sendo ele defensor da Monarquia, via nesse regime de governo, a honra, que por sua vez, representava o equilíbrio , a justiça e desta forma, a posição de um comércio estritamente racional, sem excessos, havendo apenas a aquisição do necessário, para uma vida digna e confortável.
Não enxergava portanto, tais qualidade em nações republicanas, que apenas visavam lucros, cujacomercialização refletia tão somente no acúmulo de riquezas ( ouro e prata ).
Ao comércio , atribuía-se a firme convicção de liberdade entre os povos, liberdade esta, que estivesse longe das influências exageradas e burocráticas do estado, o que refletiria certamente, na paz previamente estabelecida, entre os diversos povos.
No que diz respeito ao uso da moeda , estabelecidas entre asnações, ressaltou que esta ou o dinheiro, simbolizariam as “coisas”, ao passo que estas “coisas” representariam a moeda em valor quantitativo.
Ratificou o verdadeiro valor da moeda, quanto a sua efetiva necessidade , visando o equilíbrio nas relações comerciais, enquanto que o escambo não seria tão viável, no tocante às dificuldades de transporte , quando em relações de negócios;.
Nestecontexto, defendeu a teoria quantitativa da moeda, estabelecendo parâmetros, no que diz respeito à relação de produtos, com poder de troca, estabelecendo pois, o valor a ela atribuído.

Das Leis no que concerne às suas relações com o comércio, relativamente às modificações pelas quais este passou.

O comércio era um símbolo de paz, pois era através dele que existia o intercâmbio das necessidadesentre as nações, e que com isso haveria também a troca de cultura e de valores. Assim, segundo Montesquieu , a existência e a prosperidade do comércio se faziam através de fatores , como a qualidade do terreno, o clima entre outros, fatores estes que iriam determinar para sempre a natureza do comércio.
Desse modo, Montesquieu tinha um pensamento liberal, pois deixava assim através de suas...
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