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APRENDENDO A APRENDER[1]






PARTE I


1 CONSTATAÇÃO INICIAL


Ao realizar um estudo da atual situação do ensino brasileiro a nível universitário, requer-se, antes de mais nada, um retorno à lei 5.540/68, que dispõe sobre o ensino superior. Em seu artigo 1º, a lei determina que: “o ensino superior tem por objetivo a pesquisa, o desenvolvimento das ciências, letras e artes e aformação de profissionais de nível universitário”.

Uma análise deste artigo destaca três aspectos importantes:


1º) Pesquisa – nenhuma disciplina de curso superior será suficiente com o conteúdo desenvolvido nos programas de sala de aula. A lei acrescenta em seu artigo 2º que o ensino superior é “indissociável da pesquisa”. Daí, a importância da pesquisa como elemento complementaraos conteúdos programáticos das respectivas disciplinas, bem como a necessidade de continuidade do processo de pesquisa além do curso como tal, pois a especialização crescente torna cada disciplina uma especialidade científica quase autônoma.
2º) Desenvolvimento das ciências, letras e artes – só haverá o desenvolvimento nas áreas citadas se os cursos de nível superior deixarem de ser simplestransmissão de conhecimentos já adquiridos.
3º) Formação de profissionais de nível universitário – o profissional deve receber, no curso de nível superior, o instrumental técnico-científico que o habilite a desempenhar sua atividade com eficiência e segurança, principalmente quando as situações se apresentam diferentes daquelas do ensino.
Outro aspecto que chama a atenção na mesma lei é a“autonomia didático-científica, disciplinar, administrativa e financeira” concedida às instituições que ministram curso superior.
O que se pode verificar nos dias de hoje é surpreendente. Em um levantamento genérico da realidade constatada, observa-se que a maioria dos estudantes que chegam ao terceiro grau manifestam uma série de deficiências, entre as quais pode-se destacar:


1.2.1 ImaturidadeCultural


Os conteúdos desenvolvidos em nível de segundo grau foram reduzidos em termos de educação geral para permitir a inclusão de programas profissionalizantes. Como conseqüências, rebaixamento do nível cultural. Exemplos:
a) Ao se falar da corrente dos enciclopedistas (da filosofia francesa) há a confusão com o indivíduo que trabalha com enciclopédias.
b) Quando se aborda oassunto Evolução, os alunos lembram que ouviram falar de alguns nomes relacionados com o tema, mas não conseguem distinguir quais os elementos principais.
c) Ao se referir à Primeira e à Segunda Guerra Mundiais, sabem apenas que houve conflitos, mas desconhecem fatos ou detalhes.
d) Em se tratando de política nacional, é pedir demais o nome dos cinco últimos presidentes.
e) Em sala deaula, ao fazer um exercício, um aluno comenta: “para fazer este exercício é preciso conhecer história, geografia, matemática, biologia...” No entanto, as noções pedidas, no exercício eram elementares, tais como: Tiradentes, Pedro Álvares Cabral, Cristóvão Colombo, capitais, estados; operações simples e multiplicação, adição e subtração.
Aliada a este universo cultural restrito, apresenta-sea gritante falta de hábito de leitura, que tem bom indicador no espanto de uma turma ao constatar que um dos colegas lia um livro, em média, a cada dois meses.
A conseqüência imediata de tais fatos é a geração de uma dependência cultural, o pouco ou nenhum crédito dado às pesquisas em sala de aula e o recurso à bibliografia estrangeira.






1.2.2 Imaturidade Psicológica


Amentalidade com que muitos alunos alcançam o terceiro grau é a mesma com que iniciaram o segundo. Não há uma definição clara de objetivos e aspirações. Muitos alunos prestam vestibular por insistência de familiares ou amigos, mas não possuem certeza de que o curso escolhido responderá às suas aspirações pessoais e profissionais. Donde, a insegurança e a irresponsabilidade em suas atitudes....
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