Filosofia Platônica e Aristotélica

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O primeiro ponto importante podemos formular da seguinte forma: “Deve haver uma coincidência da verdadeira filosofia com a verdadeira política” (Górgias). É importante observar nessa afirmação a ideia de que a filosofia ela tem que estar sempre ligada a pólis e a pólis não pensava, não conseguia a partir unicamente de uma compreensão meramente administrativa, mas a polis como vamos analisar era vista como aquilo que integra o individuo e atribui sua identidade e em soma lhe permite pensar-se como sujeito político. Dizer a verdadeira filosofia com a verdadeira política vem significar, em outros termos, que o filosofo sera aquele que oriente sua formação para a politica e o verdadeiro politico é aquele que também orienta sua formação para o filosofo. Ambos visam a construção da Cidade-Perfeita, que é a pólis. Essa Cidade-Perfeita por sua vez, vai se fundamentar no que Platão chama de contemplação da justiça do bem, que vem a ser com os paradigmas da metafisica, eles governam fundamentando sua práxis (prática) na “justiça” e no “bem” do Estado. Platão vai falar do Estado, na República, como o projeto ideal da pólis. Para Platão portando o fundamental é construir a Cidade, porque na medida que damos conta de construir a Cidade damos conta de localizar o conhecimento do homem e seu lugar no universo. A construção da Cidade vai supor o poder localizar aquilo que é central ao conhecimento humano e aquilo que revela o lugar do homem como centro do universo. A ideia de Cidade vai muito unida a ideia de justiça, uma e outra devem estar claramente referidas. Temos que ver no conceito pólis que Platão não fala sobretudo em um sentido geográfico, espacial, ele quando fala de polis vai usar o termo, vai significar que a polis vem a ser uma extensão da psyche do homem. As virtudes que estão na alma, como a temperança, fortaleza e a sabedoria, Platão vai supor que essas virtudes tem que se estender dentro da polis, de maneira que a polis poderíamos usar de um caráter metafórico,

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