Filosofia medieval

640 palavras 3 páginas
Filosofia Medieval

1)-O que significa a expressão “filosofar na fé?
Plotino mudou o modo de pensar de Agostinho, oferecendo-lhe as novas categorias que iriam romper os esquemas do seu materialismo e de sua concepção maniqueísta da realidade substancial do mal. Então, todo o universo e o homem apareceram-lhe sob nova luz. Mas a conversão e a fé em Cristo e em sua Igreja mudaram também o modo de viver de Agostinho, abrindo-lhe novos horizontes para seu próprio pensar. A fé tornou-se substância de vida e pensamento e, assim, tornou-se não só o horizonte de sua vida, mas também de seu pensamento. E, estimulado e comprovado pela fé, seu pensamento adquiriu nova estatura e nova essência. Nascia o filosofar na fé, nascia a "filosofia cristã", amplamente preparada pelos Padres gregos, mas que só iria chegar ao perfeito amadurecimento com Agostinho.

2)-Em que sentido, para Agostinho, fé e razão são complementares?
Fé e Razão. O problema do equilíbrio entre fé e razão é constante no arco do pensamento medieval. A solução de Agostinho, para usar uma expressão da teoria gnosiológica moderna, é um "círculo hermenêutico": este significa que todo conhecimento pressupõe pré-conhecimentos apreendidos por outro caminho, que podem depois ser confirmados, desmentidos ou modificados. A fé é, portanto, um pré-conhecimento em relação à razão (credo ut intelligam); mas a razão depois pode e deve transpor criticamente as verdades de fé (intelligo ut credam). A fé não substitui nem elimina a inteligência; pelo contrario, a fé estimula e promove a inteligência. A fé é um "cogitare cum assensione", um modo de pensar assentindo; por isso, sem pensamento não haveria fé. E analogamente, a inteligência não elimina a fé, mas a fortalece e, de certo modo, a clarifica. Em suma: fé e razão são complementares.

3)-O significa, para Agostinho, as expressões ‘credo ut intelligam’ e ‘intelligo ut credam?

A origem dessas fórmulas encontra-se em Isaías (Is 7,9, na versão grega

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