Filosofia, hisitoria

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A Filosofia da Educação e a Análise de Conceitos Educacionais (1)
Eduardo O C Chaves
Conteúdo
I. Filosofia Analítica e Filosofia da Educação
1. Filosofia Analítica
2. Filosofia da Educação
II. Filosofia da Educação e os Conceitos de Ensino e Aprendizagem
1. Pode Haver Ensino sem que Haja Aprendizagem?
2. Parêntese: A Questão da Intenção
3. Parêntese: O Conceito de Ensino
4. Pode HaverAprendizagem sem que Haja Ensino?
III. Educação, Ensino e Aprendizagem
1. O Conceito de Educação
2. Pode Haver Ensino e Aprendizagem sem que Haja Educação?
3. Um Parêntese
4. Pode Haver Educação sem que Haja Ensino e Aprendizagem?
IV. Educação Formal e Informal e a Questão dos Objetivos da Educação
1. Educação Formal e Educação Informal
2. A Questão dos Objetivos Educacionais
EducaçãoHumanística e Educação Técnico-Profissionalizante
* Educação e Democracia
* Educação e Sociedade
* Educação e a Chamada "Classe Dominante"
* A Educação que é e a que deve ser
* O Grande Dilema da Educação
* Educação e o Desenvolvimento das Potencialidades do Indivíduo
* Educação e Doutrinação
* Considerações Gerais
* O Conceito de Doutrinação
* OsConteúdos como Critério de Doutrinação
* A Intenção como Critério de Doutrinação
* Os Métodos como Critério de Doutrinação
* As Conseqüências como Critério de Doutrinação

3. Observações Específicas
* Doutrinação de Conteúdos Verdadeiros
* Doutrinação de Conteúdos Valiosos
* Doutrinação Não Intencional?
* A Doutrinação de Crianças Pequenas
* Doutrinação e oDilema da Educação
* Porque a Doutrinação é Censurável e Indesejável
VI. Observações Finais: Filosofia da Educação e Teoria Educacional
I. Filosofia Analítica e Filosofia da Educação
Em que consiste a filosofia da educação? A resposta a esta pergunta pode variar, dependendo do que se entende por filosofia (e, naturalmente, também do que se entende por educação, mas a própria conceituação deeducação já envolve um certo filosofar sobre a educação). Ao leigo pode parecer incrível que filósofos profissionais não tenham conseguido chegar a um acordo a respeito do que seja a filosofia, isto é, acerca de seu próprio objeto de estudo, mas esta é a pura verdade. A questão da natureza e da tarefa da filosofia já é, ela própria, um problema filosófico, e, como tal, comporta uma variedade derespostas. A muitos pode parecer que esta proliferação de respostas seja indicativa do próprio fracasso da filosofia. Outros vêem nesta situação a grande riqueza do pensamento humano, que, para cada problema que lhe é proposto, é capaz de imaginar uma variedade de soluções, todas elas, em maior ou menor grau, razoáveis e dignas de consideração, e todas elas contribuindo, de uma maneira ou de outra,para uma compreensão mais ampla e profunda dos problemas com que se depara o ser humano. Concordamos com estes últimos, e somos da opinião de que, embora muitos problemas filosóficos milenares não tenham (ainda?) sido solucionados, nossa compreensão deles, hoje, não é idêntica à dos filósofos que os formularam pela primeira vez, sendo muito mais profunda e ampla em virtude das várias respostasque já lhes foram sugeridas. Isto significa que há progresso na filosofia, apesar de este progresso não poder ser medido quantitativamente, em referência ao número de problemas solucionados, podendo somente ser constatado através de uma visão qualitativa, que leva em conta o aprofundamento e a ampliação de nossa compreensão desses problemas.
Não cremos, portanto, ser impróprio oferecer umatentativa de "definição" da filosofia, se se mantém em mente que esta sugestão de definição não é feita dogmaticamente, como se fosse a única possível, ou mesmo a única razoável. Outras propostas de definição da filosofia existem que são plausíveis e razoáveis, e que, possivelmente, ao invés de se contraporem àquela que vamos sugerir, como alternativas, justapõem-se a ela como maneiras complementares...
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