Filosofia de rodo cotidiano

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  • Publicado : 20 de janeiro de 2013
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“Rodo Cotidiano” é uma metáfora do transporte público visto como um rodo que passa pela central do Brasil diariamente arrastando o trabalhador. É mais uma análise materialista dohomem, visto como objeto a serviço de algo maior, abandonando aquela velha ideia de homem consciente de sí próprio. Pode-se comprovar isso na frase: “não se anda por onde se gosta,mas por aqui não tem jeito todo mundo se encosta”, ou seja, o trabalhador é fadado a trilhar caminhos que não exige dele raciocício. Além do mais, esse mesmo trabalhador foizoomorfizado, animalizado, isso é verifado na frase: “O espaço é curto quase um curral”. Bois, vacas, ovelhas, carneiros vivem em curral, animais que não decidem nada por sí próprio. Elogo na sequencia da estrofe se lê: “Na mochila amassada uma quentinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada”. Como um animal que vive em um curral, o trabalhador tem a suaalimentação predeterminada antes mesmo de sentir fome – comerá o que tem na marmita e nada mais, exatamente como um animal que come o que apenas o que o dono se predispõe a fornecer. Eno final, o pior de tudo isso, é que a recompensa por ter passado por essa situação é pouco, é quase nada – parafraseando a ultima parte da estrofe. Ou seja, o produto do seutrabalho é simplismente nulo. Essa parte da análise sempre me remete a Karl Marx com o seu materialismo histórico: burguêsXoperário. O operário trabalha, sofre as dores da exaustãodiária por um trabalho, e no final da conta pouco recebe de seu patrão, que o expropria, legando apenas o necessário para se manter vivo, exatamente como um animal.
Existe outroselementos nessa letra, mas me atenho a esses apenas por considerar o mais importante para o enredo. Acredito que a arte imita a vida, e nessa música o rappa fez isso muito bem.
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