Filosofia da educacao

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Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul
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Disciplina: Filosofia da Educação
Curso: Bacharel em Filosofia
Professor: Dante Carvalho Targa
Nome do aluno: Roseli da Silva
Data: 03/04/2013

















Leia comatenção os enunciados e responda as questões a seguir.

Análise de artigo e pesquisa
Esta atividade envolve a leitura e interpretação de um trecho de um texto oficial do governo do Estado de Santa Catarina sobre a educação (PC-SC 1998). Você terá a oportunidade de reconhecer e identificar diversos temas que você estudou em seu livro.
Passo 1
Leia o trecho selecionado do texto abaixo: PropostaCurricular de Santa Catarina (1998) - Disciplinas curriculares
EIXOS NORTEADORES
DA PROPOSTA CURRICULAR
Paulo Hentz*
Qualquer proposta curricular fundamenta-se, explícita ou implicitamente, em alguns eixos fundamentais. É impensável uma proposta curricular que se dê no espontaneísmo, sem que haja um norte a partir do qual a mesma se fundamente. Entendemos comoeixos fundamentais uma concepção de homem e uma concepção de aprendizagem.
Pela primeira, decide-se que homem se quer formar, para construir qual modelo de sociedade. Consequentemente, escolhe-se o que ensinar; pela segunda (que não está descolada da concepção de homem), escolhe-se a maneira de compreender e provocar a relação do ser humano com o conhecimento.
Para a Proposta Curricular de SantaCatarina, o ser humano é entendido como social e histórico. No seu âmbito teórico, isto significa ser resultado de um processo histórico, conduzido pelo próprio homem. Essa compreensão não consegue se dar em raciocínios lineares. Somente com um esforço dialético é possível entender que os seres humanos fazem a história, ao mesmo tempo que são determinados por ela. Somente a compreensão da históriacomo elaboração humana é capaz de sustentar esse entendimento, sem cair em raciocínios lineares. Ilustrativo dessa concepção é a afirmação de que
os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem: não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com as quais se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas a geraçõesmortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos (MARX, 1978).
Em termos de conhecimento produzido no decorrer do tempo, esta proposta curricular parte do pressuposto de que o mesmo é um patrimônio coletivo, e por isso deve ser socializado. Essa afirmação, mesmo que à primeira vista pareça simples, implica numa série de desdobramentos. Alguns deles:
Falar-se em socialização do conhecimento implicaem garanti-lo a todos. Não se socializa nada entre alguns. Isto tem implicações com políticas educacionais que devem zelar pela inclusão e não pela exclusão, tais como campanhas de matrícula abrangentes, capacitação de professores, programas de formação, e com posturas dos professores diante do ato pedagógico, que zelem igualmente pela inclusão, tais como: zelar para que todos aprendam, não apenasos que tenham maior facilidade para tal, garantir que o conhecimento do qual o professor é portador seja efetivamente oportunizado a todos os alunos.
Um indicativo da preocupação desta proposta curricular com a radicalidade do significado da socialização do conhecimento é a abordagem do Serviço de Apoio Pedagógico e da Educação Especial, uma vez que o corpo conceitual que lhe dá sustentação nãoconsegue admitir que não se trate da educação escolar das crianças e dos jovens com necessidades educativas especiais.
Falar em socialização do conhecimento das ciências e das artes implica também em encarar a relação desse conhecimento com outros saberes, tais como o do cotidiano e o religioso. Não se trata de negar a existência, nem a importância desses saberes, nem de considerar que o aluno...
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