Filosofia da ciencia

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A HISTÓRIA DA CIÊNCIA DO CONHECIMENTO
Sérgio Roberto Kieling Franco.
Durante a história do pensamento humano vemos que este encarou o conhecimento de maneiras diversas. Podemos começar, para compreender bem esta história, pela Grécia Antiga. O primeiro encontro que vamos ter será com Parmênides de Eléia, no final do século VI, início do século V a. C. Ele afirmava que há dois caminhos que oespírito humano pode percorrer: o da "episteme" (verdade) e o da "doxa" (opinião). Este pensador grego afirmava que o que vemos aí, no mundo, na sua multiplicidade e movimento é mera "doxa", pois o verdadeiro deverá ser uno e imóvel, além de imutável. Se for múltiplo não será verdadeiro porque é cópia e se for móvel (mutável) também não o será porque já não é mais o que era. Portanto a ciência dosobjetos deste mundo não nos revela a verdade, somente a contemplação o fará.
Contemporâneo a Parmênides encontramos Heráclito de Éfeso, que afirmou que o verdadeiro só é aquilo que se move (ao contrário de Parmênides), pois faz parte da essência da natureza o movimento. É dele a famosa frase: "Ninguém pode banhar-se duas vezes no mesmo rio." Para este pensador o "logos" (sentido) do mundo é aunidade nas mudanças e nas tensões entre os opostos (quente e frio, dia e noite, paz e guerra, etc.). Embora o leitor possa achar que Heráclito está muito mais próximo do pensamento contemporâneo, na sua época ele não teve muito sucesso. Parece que Parmênides convenceu melhor os gregos.
Mais tarde (séc. IV a. C.) surgiu Platão, que afirmava que o mundo conhecido por nós não é a verdade: omúltiplo e o móvel são mera representação do verdadeiro, que se encontra num mundo à parte, o "Mundo das Idéias". Portanto, para se conhecer a essência das coisas não se deve ir ao encontro da natureza, mas, pela reflexão filosófica, procurar penetrar no Mundo das Idéias.
Discípulo de Platão, Aristóteles introduziu uma concepção que perdura até hoje: a de que a essência de cada coisa está na própriacoisa. Como defendia essa concepção, Aristóteles foi um dos primeiros a fazer pesquisas científicas, buscando conhecer a coisa na própria coisa. Parecia que Aristóteles tinha descoberto o verdadeiro sentido do conhecimento, até que, na Idade Moderna, René Descartes (1596-1650) pôs em dúvida o pensamento de Aristóteles, pois começou a questionar até que ponto conhecíamos "mesmo" a verdade darealidade. Os homens se baseavam muito em opiniões, mas estavam longe de ter certezas. Descartes procurava, então, evidências: "idéias claras e distintas". Daí sua famosa frase que expressa a primeira evidência a que podemos chegar: "Penso, logo existo."
A partir desta época surgem as ciências empíricas, e foi o advento do movimento filosófico chamado Empirismo. De acordo com esta escola só é verdadeiroaquilo que é demonstrável pela experiência, ou seja, pelos sentidos. A princípio tudo indicava que os empiristas tinham plena razão, e a física de Newton vinha comprovar isso. Só que tal posição conduzia inevitavelmente a um ceticismo, no qual caiu David Hume (1711-1776). Hume não aceitava nem sequer a compreensão das relações entre os fatos, pois tais relações não podem se demonstradasdiretamente.
Para esclarecer este ceticismo podemos citar o exemplo usado por Hume na sua argumentação: se temos uma vela acesa e pomos o dedo nessa chama, o nosso dedo ficará queimado. No e3ntanto não podemos afirmar que a chama queimou o dedo. Apenas sabemos que num primeiro momento havia a chama e o dedo são e num segundo momento a chama e o dedo lesionado, pois a relação de causa e efeito não é maisque uma abstração que se faz e, portanto, não é cientificamente verdadeira. As ciências estavam, assim, derrotadas. Não era possível o conhecimento dos fatos com suas relações.

No século VIII surge Immanuel Kant que vem afirmar que o conhecimento humano é relativo ao próprio homem. Ao conhecer algo não é o homem, ou melhor a mente humana que vai se adequar ao objeto, mas o objeto que se...
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