Filosóficos

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Faculdade São Bento – São Paulo
Leandro da Conceição Rafael
Filosofia Política
Prof.: Rachel Gazzolla
Natureza do Trabalho: Resumo
Data: 29.03.2011

Resumo do Livro III da Ética à Nicômaco

INTRODUÇÃO

O texto que irei trabalhar trata-se da ética Aristotélica. O resumo, que procurarei fazer através de comentários e exemplos para melhor compreensão, está localizado no livro III daÉtica à Nicômaco de Aristóteles. Aristóteles propõe-se neste livro a tratar da vida ideal como vivência das virtudes, e que essa vivência é a felicidade. Para isso, encontra-se a necessidade de estudar o problema da moral nas relações humanas, ressaltando nos principais conceitos propostos por Aristóteles em sua reflexão sobre a ética, procurando descobrir qual é o bem que o ser humano busca para suarealização.

Após a realização deste resumo, fica uma pergunta que creio ser muito pertinente para a matéria que estamos estudando, filosofia política, e que poderia servir como ponto de partida para este trabalho: qual é o lugar da ética em nossas vidas?

RESUMO

No início deste terceiro livro, Aristóteles começa fazendo novas considerações sobre a virtude, afirmando que as ações e aspaixões, são de natureza voluntária ou involuntária, e após esta distinção, nosso julgamento sobre os atos devem mudar, pois as ações involuntárias são dignas de perdão e até compaixão, pois são realizadas por ignorância, sob compulsão ou até mesmo pressão, deixando bem claro a diferença entre “na ignorância” e “por ignorância”, pois um homem bêbado age na ignorância e não poo ser ignorante, o que odifere daquele que age involuntariamente é o peso na consciência, a intenção.

O que age voluntariamente tem plena consciência do que vai fazer, mesmo nos momentos de cólera, pois se considerássemos estes momentos como de inconsciência nenhum dos animais ou crianças agiriam por vontade própria, e as ações irracionais das paixões são tão humanas quanto a racionalidade e portanto não podem serconsideradas involuntárias.

O involuntário é doloroso, o que está de acordo com o apetite é agradável. As paixões irracionais como a cólera ou as derivadas do apetite são ações do homem e, portanto, não são involuntárias.

Após fazer a definição e distinção entre o voluntário e o involuntário, Aristóteles passa a discutir sobre a questão da escolha. Os animais e crianças praticam atosvoluntários, mas não os escolhem, assim como o homem em cólera, fora deste momento nós sempre escolhemos nossas atitudes, e a escolha é aquilo eleito de preferência à outras coisas.

A escolha é contrária ao apetite e não se relaciona com o agradável e o doloroso. A escolha não visa coisas impossíveis. Ela relaciona-se com os meios e não com os fins. Não se identifica com a opinião. A escolhacaracteriza-se pela bondade ou pela maldade. A escolha é correta quando se relaciona com o objeto conveniente e não por conveniência.

Em seguida, no terceiro capítulo, Aristóteles passa a trabalhar sob o aspecto da deliberação. Não deliberamos sobre os fins, mas sobre os meios, ocorre sobre as coisas acessíveis e que podem ser realizadas.

Delibera-se sobre o que não é exato e o resultado é obscuro ouindeterminado. Por exemplo, um médico não delibera se deve ou não curar um paciente, mas sim como deve fazê-lo, assim, clamamos por ajuda, discutimos e pedimos a opinião de terceiros porque não confiamos na nossa capacidade de decidir. Os bens são aquilo sobre o que nos deliberamos e escolhemos, e os fins aquilo que cada um deseja.

Sendo assim, a escolha refletida, na qual trata Aristótelesno quarto capítulo, tem por objetivo o fim. O bem é o objeto para o homem bom, que é quem percebe a verdade em cada classe de coisas, sua norma e medida. Os erros ou enganos decorrem do prazer que parece ser bom sem sê-lo.

Para Aristóteles, depende de nós praticarmos atos nobres ou vis assim como depende de nós sermos virtuosos ou viciosos. Ninguém recrimina um cego de nascença ou aquele...
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