Fichamento

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FICHAMENTO: MARCUSCHI, Luiz Antônio –Gêneros textuais: definição e funcionalidade.DIONISIO,Ângela P.;MACHADO,Anna R.;BEZERRA,Mª Auxiliadora (Org.s.).In: Gêneros textuais e ensino.Ed.5. – Rio de Janeiro :Lucerna: 2007.

1 CITAÇÕES
Cap.1 – Gêneros textuais como práticas sócio-históricas
“[...]Fruto de trabalho coletivo, os gêneros contribuem para ordenar e estabilizar as atividadescomunicativas do dia-a-dia. São entidades sócio-discursivas e formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa. No entanto, mesmo apresentando alto poder preditivo e interpretativo das ações humanas em qualquer contexto discursivo, os gêneros não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa. Caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis, dinâmicos eplásticos.’’(p.19)
‘’[...]Hoje, em plena fase da denominada cultura eletrônica, com o telefone, o gravador, o rádio, a TV e, particularmente o computador pessoal e sua aplicação mais notável, a Internet, presenciamos uma explosão de novos gêneros e novas formas de comunicação, tanto na oralidade como na escrita.’’ (p.19)
‘’ Isto é revelador do fato de que os gêneros textuais surgem,situam-se e integram-se funcionalmente nas culturas em que se desenvolvem. Caracterizam-se muito mais por suas funções comunicativas, cognitivas e institucionais do que por suas peculiaridades lingüísticas e estruturais. São de difícil definição formal, devendo ser contemplados em seus usos e condicionamentos sócio-pragmáticos caracterizados como práticas sócio-discursivas. Quase inúmeros emdiversidades de formas, obtêm denominações nem sempre unívocas e, assim como surgem, podem desaparecer.’’ (p.20)
Cap.2 – Novos Gêneros e velhas bases
‘’[...]Os grandes suportes tecnológicos da comunicação tais como o rádio, a televisão, o jornal, a revista, a internet, por terem uma presença marcante e grande centralidade nas atividades comunicativas darealidade social que ajudam a criar, vão por sua vez propiciando e abrigando gêneros novos bastante característicos. Daí surgem formas discursivas novas, tais como editoriais, artigos de fundo, notícias, telefonemas, telegramas, telemensagens, teleconferências, videoconferências, reportagens ao vivo, cartas eletrônicas (e-mails), bate-papo virtuais (chats), aulas virtuais (aulas chats) e assim pordiante.’’ (p.20)

‘’Seguramente, esses novos gêneros não são inovações absolutas, quais criações ab ovo, sem uma ancoragem em outros gêneros já existentes. O fato já fora notado por Bakhtin [1997] que falava na ‘transmutação’ dos gêneros e na assimilação de um gênero por outro gerando novos. A tecnologia favorece o surgimento de formas inovadoras, mas não absolutamente novas.’’ (p.20)‘’[...]Esses gêneros que emergiram no último século no contexto das mais diversas mídias criam formas comunicativas próprias com um certo hibridismo que desafia as relações entre oralidade e escrita e inviabiliza de forma definitiva a velha visão dicotômica ainda presente em muitos manuais de ensino de língua. Esses gêneros também permitem observar a maior integração entre os vários tipos desemioses: signos verbais, sons, imagens e formas em movimento. A linguagem dos novos gêneros torna-se cada vez mais plástica, assemelhando-se a uma coreografia e, no caso das publicidades, por exemplo, nota-se uma tendência a servirem-se de maneira sistemática dos formatos de gêneros prévios para objetivos novos. Como certos gêneros já têm um determinado uso e funcionalidade, seu investimento emoutro quadro comunicativo e funcional permite enfatizar com mais vigor os novos objetivos.’’ (p.21)
‘’[...]Contudo, haverá casos em que será o próprio suporte ou o ambiente em que os textos aparecem que determinam o gênero presente. Suponhamos o caso de um determinado texto que aparece numa revista científica e constitui um gênero denominado ‘’artigo científico’’; imaginemos agora o...
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