Fichamento

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iBAGNO, Marcos.A língua de Eulália: novela sociolinguística,15. ed. — São Paulo: Contexto, 2006.

Vera,Emília e Sílvia vão passar as férias,na casa de Irene a tia de Vera que mora em Atibai uma cidade do interior,chegando lá conhecem Eulália percebem que ela fala diferente e ate acham graça,mas Irene mostra que elas estão erradas em rir, do modo de falar da Eulália,pois não é errado muitomenos engraçado é diferente,ao observar a forma que Eulália falava Irene decidiu fazer um pesquisa e lançar um livro sobre variação linguística,as meninas se interessam pelo assunto e começam a ter aulas com Irene,passam as férias estudando e se divertem muito,chega a hora de voltar para casa,as meninas se despedem e saem com outra forma de ver as variações da língua,na rodoviária Irene conta queseu livro se chamara A língua de Eulália em homenagem a sua queria amiga e empregada,e que vai dedicar o livro para as meninas.O livro tem o objetivo de romper com o preconceito que assola nossa sociedade,a língua muda e varia gradativamente a mudança ao longo do tempo se chama mudança diacrônica e a variação geográfica é chamada de diatópica ,o livro mostra que não existe vocabulário certo ouerrado.
Irene nos mostra que muitas palavras que são classificadas como feias,pobres,cafonas e erradas estão sendo classificadas de forma equivocada,há uma norma-padrão mais essa não é a única nem a certa,pois não existe certo ou errado,mas sim diversas variações linguísticas,muitos consideram o PP(português-padrão) como o único e certo. Descriminado assim as demais variações,o livro nos revela oPNP (português não-padrão) que é considerado feio e ate engraçado por geralmente ser utilizado por pessoas de um nível escolar e social baixo gerando assim mais preconceitos,mas que na verdade muitas palavras não estão sendo aplicadas da forma errada, mas sim,da forma mais antiga.
Muitos tradicionalistas acham que ler corretamente é ler a palavra ao pé da letra ex: a palavra queixo que muitasvezes na pronuncia perde seu ditongo EI que se transforma na vogal E pronunciando assim quêxo,eles consideram a pronuncia errada.
Quando se pronuncia o ditongo AU tem que fazer um grande movimento na boca,assim o U puxou o A para mais perto transformando o ditongo AU em OU a culpada por isso é a dona assimilação.
O PP conhecido também como a língua do patrão sofre grandes influências politicase socioeconômicas.Muitos gramáticos estão ligados a regras antigas esquecem que a língua não é um bloco homogêneo mais sim heterogêneo,há um fenômeno chamado rotacismo onde as palavras que eram escritas com L em Latim no Português foram trocadas por um R.

“Muitos aspectos considerados errados no PNP (e no PP do Brasil) são na verdade arcaísmos, vestígios da língua portuguesa falada muitosséculos atrás”(Pg236).

Por isso, o linguista Einar Haugen disse que a elite dominante, além de poder afirmar, como o rei francês Luís XV, “o Estado sou eu”, também pode dizer: “língua é a minha”, o que o resto do povo fala não é “língua”: é “dialeto”, “jargão”, “patoá”, “algaravia”, “ingresia”... palavras que têm, todas, um sentido depreciativo, pejorativo muito marcado” (Pg190).

“ Havendo o abusode poder ate na língua.“Como escreveu o linguista italiano Maurizzio Gnerre, a norma-padrão serve como um poderoso arame farpado para bloquear o acesso ao poder.(Pg220)

Falar “do jeito que se escreve” não significa “falar mais certo” (Pg 122)

Essa gramática tradicional adora condenar, nunca vi — comenta Emília.(Pg176)

Estou vendo, mais uma vez — diz Sílvia — que o PNP é mais coerenteporque tenta aplicar a regra mais produtiva às exceções, que constituem raridade, enquanto o PP age exatamente ao contrário, tentando transformar a exceção em regra.(Pg 180)

É preciso que o professor de português se apodere do instrumental teórico que a ciência linguística pode lhe oferecer e transforme isso em prática de ensino.(Pg225)

Primeiro, no Brasil não se fala uma só língua. Existem...
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