Fichamento

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Fichamento
ANDRADE, Oswald de. Manifesto antropófago. In: TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda européia e modernismo brasileiro: apresentação dos principais poemas, manifestos, prefácios e conferências vanguardistas, de 1857 até hoje. 6a ed. rev. e aum. Petrópolis, Vozes, 1982. pp. 353-360.
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353
Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente.Filosoficamente.
(...) Única lei do mundo.
A antropofagia une tudo a todos. É a demonstração da força do individualismo, na qual um busca retirar do outro aquilo que lhe falta. A preocupação não é com o outro, mas sim consigo mesmo, com o próprio crescimento.
Esta citação pode ser relacionada a uma outra: “Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago” (p. 353).
A idéia antropófaga erade comer de tudo um pouco (pensando o ato de comer em termos culturais), e este comer de tudo um pouco transformar, então, em algo próprio, algo internalizado.
353
Tupy, or not tupy that is the question.
A defesa pela cultura indígena brasileira. A defesa pela valorização desta cultura.
Esta citação lembra um pouco o Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, com sua ingenuidade patriota.
353Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.
Uma crítica à catequização dos índios quando no descobrimento do Brasil. Transformaram-nos em algo que não eram. Roubaram deles a terra e os repreenderam.
Como no dizer da página 356: “Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de Senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bonssentimentos portugueses”.
353
Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos em drama. Freud acabou com o enigma
Aqui, a crítica é dirigida também à igreja católica (talvez possa se estender às demais religiões), mas isto devido à
mulher e com outros sustos da psicologia impressa.
repressão imposta pela igreja à mulher. Veio Freud para defender o direito da mulher ao prazer, pois, adepender da igreja católica, ela, a mulher, continuaria submissa ao homem.
354
O que atrapalhava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.
A roupa como algo a esconder a verdade, que apresenta algo para disfarçar o que de verdadeiro existe no humano. Viria o cinema americano a apresentar essabeleza natural, a desnudar as pessoas e tornar isto belo.
354
Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.
A falta de limites no Brasil. Tudo permitido. A falta de controle sobre algo. A bagunça generalizada. Para o Brasil vinha-se, tirava-se algo de proveitoso,voltava para o lugar de origem, e lá muito bem se fazia uso do que fora retirado facilmente aqui.
354
Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade patológica para o Sr. Levi Bruhl estudar.
Crítica à consciência enlatada, ao saber já pronto, facilmente digerido, que nenhum esforço exigia. Crítica ao saber fast-food.
354
Sem nós a Europa nãoteria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.
A idade do ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.
A Europa, segundo Oswald, enriqueceu graças à América. Isto porque veio buscar na América os elementos dos quais se utilizou para se organizar. Veio para cá, comeu daqui, e por lá distribuiu o que fora apreendido aqui.
354
Queremos a revolução Caraíba. Maior quea revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem.
O Brasil Caraíba idealizado por Oswald. Aproveitar de cada coisa (cultura) o que de bom lá existia. Um exemplo é o trecho seguinte do manifesto: “Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Oú Villegaignon print terre. Montaigne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução...
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