Fichamento

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 7 (1708 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 1 de dezembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES
Curso de Direito
Metodologia de Pesquisa e do Trabalho Jurídico
Profª. Ms. Ionete de Magalhães Souza
Acadêmico: Hiago Rocha Santos

FICHAMENTO

COULANGES, Fustel de. A cidade antiga. (Titulo original: La cite antique. Tradução de Fernando de Aguiar). 5.ed. São Paulo: Martin Fontes, 2004.

Os povos das civilizações greco-romanasnão acreditavam que depois da vida do homem na Terra, tudo acabasse com a morte. Para eles a morte se tratava apenas de uma mudança de vida em que as almas continuariam vivendo perto dos homens, ou seja, a alma estaria condicionada ao corpo, porém vivendo em lugar diferente, no qual seria a sepultura onde o corpo foi enterrado. “Acreditou-se mesmo, durante muito tempo que nesta segunda existênciaa alma continuava associada ao corpo. Nascida com o corpo, a morte não separava; alma e corpo encerravam-se juntamente no mesmo tumulo.”(p.8)
Os povos na antiguidade eram tidos como sagrados. Para as pessoas que viviam naquela época o morto era um deus. Essa concepção é entendida através da importância atribuída aos rituais fúnebres. Quando se enterrava alguém, os seus descendentesdeveriam fornece-lhe para que continuasse sua vida embaixo da terra, dessa form. O morto recebia vários tipos de oferenda, como alimentos, vestes e armas. Tais oferendas só podiam ser oferecidas por aqueles que descendiam ao morto. Ofertavam-lhe tudo quanto julgavam agradar a um deus e em troca dirigiam-lha preces fervorosas. O filho tinha o dever de oferecer sacrifícios aos manes de seus ascendentes,pois assim teria em seus antepassados um deus protetor, porém se ele interromper com esse ritual ou não segui-lo de forma correta acarretava fúria do morto assim aniquilava-lhe a felicidade de seus descendentes. Esses sacrifícios podiam ser escravos ou cavalos, pois os povos achavam que a alma desse escravo morto serviria ao seu Deus.


O ancestral recebia dos descendentesa série de banquetes fúnebres, isto é, a única
alegria que podia experimentar em sua segunda vida. O descendente recebia do
antepassado a ajuda e a força de que necessitava neste mundo. O vivo não podia
abandonar o morto, nem o morto ao vivo. Por esse motivo estabelecia-se poderosa
união entre todas as gerações de umamesma família, constituindo assim um corpo
inseparável.(p.30)
Tais deuses eram representados pelo fogo sagrado em um altar. Estes objetos estavam presentes em todas as casas greco-romanos. A lembrança dos mortos sagrados sempre estava ligada ao fogo, que deveria ficar acesso sempre, noite e dia, quando o fogo apagava era sinal que aquela família havia se extinguido.Uma passagem importante que se deve ressaltar é que essa religião era transmitida entre as gerações, porem somente o homem poderia conduzir os rituais e sacrifícios, além disso, apenas os homens mortos eram considerados deuses. Por isso a religião era repassada de varão para varão, ou seja, de pai para filho. A mulher só participava da religião por intermédio do pai ou do marido, quando estesmorriam, ela não poderia tomar a posição nos rituais que era do homem.
A família das cidades antigas estava fortemente ligada a religião. Essas famílias estavam completamente subordinadas aos conceitos religiosos. Então a família era um grupo de pessoas a quem a religião permitia invocar os mesmos manes e oferecer o banquete fúnebre aos mesmos antepassados.


O que uneos membros da família antiga é algo mais poderoso que o
nascimento, que o sentimento, que a força física: é a religião do fogo
sagrado e dos antepassados. Essa religião faz com que a família forme
um só corpo nesta e na outra vida. A família antiga é mais uma
associação religiosa que uma associação natural. (p.36-37)...
tracking img