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RODRIGUES, M.B.F. As identidades na sociedade contemporânea: reflexões indiciárias sobre o racismo brasileiro. In: SINAIS Revista Eletrônica - Ciências Sociais. Vitória: CCHN, UFES, Edição Especial de Lançamento, n.01, v.1, Abril. 2007. pp.30-44.

“Refletir sobre as referências identitárias remete imediatamente ao conflito étnico e a questão das diferenças que o tema da diversidade culturalimpõe.” (p. 30) “[...] paradoxalmente temos que lutar politicamente para que essas diferenças sejam respeitadas no cotidiano e incluídas no debate político e acadêmico.” (p. 30) “Foi precisamente para compreender e explicar esse paradoxo da cultura humana que no século XIX, por ocasião da globalização moderna decorrente do processo de colonização europeu iniciado por volta do século XV, que surgiua Antropologia, ciência social cujo objeto de estudo é exatamente a cultura humana e o seu inseparável, porque intrínseco a ela, etnocentrismo.“ (p. 31) “[...] um dos propósitos desse artigo é discutir os limites da possibilidade de controle do etnocentrismo calcado na perspectiva da alteridade e do relativismo cultural.” (p. 31) “[...] o que nos interessa discutir é a imagem idealizada do fazerantropológico, como se este fosse isento de ideologias políticas, contradições afetivas, conflitos sociais e dificuldades na interpretação.” (p. 31) “A postura de neutralidade científica que leva à ausência de uma intervenção ética ou política, face aos conflitos advindos do contato com a diversidade cultural, produziu historicamente e pode contribuir ainda hoje para as tragédias humanas.” (p.32). “O objetivo dessa discussão é redimensionar os limites do controle do etnocentrismo na perspectiva da alteridade e resgatar a dimensão subjetiva (emoção) da política [...]”(p. 32). “[...] a despeito das mobilizações e declarações mundiais contra todo tipo de discriminação, verificamos que atitudes racistas e intolerantes em relação à diversidade não mudaram [...]”(p. 32). “Essa populaçãomundial excluída é composta majoritariamente por pobres de etnias diversas que sofrem vários tipos de discriminação e preconceitos de ordem econômica, política, social, cultural, de gênero etc.” p. 32).

RODRIGUES, M.B.F. As identidades na sociedade contemporânea: reflexões indiciárias sobre o racismo brasileiro. In: SINAIS Revista Eletrônica - Ciências Sociais. Vitória: CCHN, UFES, Edição Especialde Lançamento, n.01, v.1, Abril. 2007. pp.30-44.

“Assim, a mundialização dos mercados, sob a égide do capital financeiro, ganha o nome ideológico de globalização, que na verdade significa dominação econômica, novas diásporas, dominação cultural e imposição de padrões de comportamento em um movimento de homogeneização proporcionado pelo avanço das telecomunicações e das mídias globais. Aconseqüência real desse processo se reflete nos conflitos sangrentos e cruentos que marcam o cenário mundial, e pode ser resumida na máxima: os mercados se mundializam, as culturas não.”(p. 33). “Diante desse fato, verificamos que instâncias supranacionais como, por exemplo, a União Européia, Mercosul e Nafta se posicionam para fazer valer seus interesses econômicos e políticos, em franca contradiçãocom as identidades subnacionais existentes nos países que essas instâncias englobam,[...]” (p. 34). “[..]o cruzamento de diferentes realidades étnico-culturais não se dilui ou desaparece com a suposta globalização econômico-cultural, ao contrário, potencializam os conflitos já existentes e geram outros, criando um clima de insegurança alicerçado na desconfiança mútua [...]” (p. 34). “[...] osmovimentos migratórios sempre marcaram a história da civilização humana por motivos diversos, tais como: sobrevivência por escassez de alimentos, catástrofes naturais, conflitos religiosos, políticos e econômicos.” (p. 34). “[...], as migrações contemporâneas são marcadas por uma intensidade e volume extraordinários, já que com a mundialização dos mercados, as pessoas circulam tanto quanto as...
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