Fichamento a teoria das formas de governo platão

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  • Publicado : 25 de outubro de 2012
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“Essas duas modalidades (aristocracia e monarquia) constituem, portanto, uma única forma: não importa se são muitos ou um só que governam; nada se altera nas leis fundamentais do Estado, desde que os governantes sejam treinados e educados do modo que descrevemos".

"As constituições a que me refiro, que têm um nome especial, são: antes de mais nada, a que é louvada por muitos — a de Creta e deEsparta (a forma timocrática); em segundo lugar, também louvada, a chamada oligarquia, governo pleno de infinitas dificuldades; em seguida, oposta à forma precedente, a democracia; por fim, a nobilíssima tirania, superiora todas as demais, quarta e máxima gangrena do Estado".

"-Vamos! Tentemos explicar como é que a timocracia pode nascer da aristocracia. Para começar, não é verdade indiscutívelque todas as formas de Estado se transformam devido justamente àqueles que governam, quando entre eles surge a discórdia? E que, enquanto o governo se mantém em harmonia, embora pequeno, permanece necessariamente inalterado?".

Platão desenvolve suas ideias sobre as diversas modalidades de constituição nos três diálogos de A República, de O Político e das Leis.
O diálogo de A Repúblicadescreve o modelo ideal de república, que visa à realização da justiça entendida como atribuição a cada um da obrigação que lhe cabe, de acordo com as próprias aptidões. É composta e ordenada de três categorias de homens, os governantes-filósofos, os guerreiros e os que se dedicam aos trabalhos produtivos.
Para ele o Estado Perfeito é único (porque só pode existir uma constituição perfeita), mas éidealizado e nunca existiu em nenhum lugar, já os Estados que realmente existem, os Estados reais, são corrompidos, uns mais outros menos, conforme o principio de um trecho do diálogo, segundo o qual “A forma da virtude é uma só, mas o vicio tem uma variedade infinita”.
No seu ponto de vista só se sucedem historicamente tipologias de formas de governo más, embora nem todas igualmente más, aconstituição boa não entra nessa sucessão justamente por ser um modelo, não importa se no principio ou fim da série, ela existe por si mesma.
Platão tem uma visão pessimista da história, vê a história não como um progresso indefinido, e sim como um regresso definido, do mal para o pior. A solução para essa degradação só pode estar fora da história, atingível por uma mudança radical; que, no entanto, ahistória pode não ser capaz de receber e de suportar, com relação ao que acontece de fato no mundo.
As constituições corrompidas são, em ordem decrescente, as seguintes: timocracia, oligarquia, democracia e tirania (a monarquia e a aristocracia são consideradas constituições ideais: “não importa se muitos ou um só que governam nada se altera nas leis fundamentais do Estado, desde que os governantessejam treinados e educados”).
Essas constituições correspondem às formas corrompidas das tipologias tradicionais – a oligarquia corresponde à forma corrompida da aristocracia, a democracia à “politeia” e a tirania à monarquia. Já a timocracia é uma forma introduzida por Platão para designar a transição entre a constituição ideal e as três formas ruins tradicionais.
A timocracia estava representadaem especial pelo governo de Esparta (ao qual Platão admirava) que era o mais próximo da constituição ideal: sua falha, e fator de corrupção, consistia em honrar guerreiros mais do que os sábios.
Na representação platônica, uma vez proposta a forma ideal, seguem-se as outras quatro corrompidas, de modo descendente; não havendo assim alternância, mas sim uma decadência continua, gradual enecessária. A timocracia é a degeneração da aristocracia (Estado ideal), a oligarquia é a corrupção da timocracia, e assim por diante. A forma mais baixa é a tirania, com o qual o processo degenerativo chega ao máximo.
Para caracterizar essas diferentes formas de governo, Platão identifica as peculiaridades morais (vícios e virtudes), e quem melhor para se julgar do que os homens que representam cada...
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