Fichamento vigiar e punir

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Nome da Faculdade
Curso – Xº



Fichamento do livro Vigiar e Punir
de Michel Foucault
Antropologia – Professor X

Nome do Aluno
Cidade, 2012-2
FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: Nascimento da Prisão. Título original: “Surveiller et Punir”, Traduzido por Raquel Ramalhete. 31. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.
Michel Foucault, pensador francês, faz em sua obra Vigiar e Punir uma análisecientífica sobre a legislação penal e o sistema penal adotado pelos poderes jurídicos para os que praticam algum crime ao longo dos séculos. O livro tem como objetivo traçar uma correlação entre o sistema prisional surgido a partir do século XVI e o moderno sistema de “correção”, fazendo análise de penas e julgamentos.
A obra é formada por quatro partes:
Primeira Parte: Suplício, dividida emdois capítulos – O corpo dos condenados e A ostentação dos suplícios;
Segunda Parte: Punição, dividida em dois capítulos – A punição generalizada e A mitigação das penas;
Terceira Parte: Disciplina, dividida em três capítulos – Os corpos dóceis, Os recursos para um bom adestramento e O panoptismo;
Quarta Parte: Prisão, dividida em três capítulos – Instituições completas e austeras, Ilegalidadee delinquência e O carcerário.

Primeira parte: O Suplício
Capitulo 1 - O Corpo dos Condenados
No primeiro capítulo é apresentada a rotina de uma prisão através do regulamento redigido para a casa dos jovens detentos de Paris e é o que ele chama de um mecanismo de utilização do tempo do condenado. Foucault também narra o esquartejamento de Damiens, condenado por cometer um homicídio, todo oprocesso é descrito com vários detalhes e ressalta como era cruel, violenta e desumana as punições aplicadas aos presos condenados no fim do século XVIII na Europa. O castigo que se dava aos culpados naquela época era uma peça teatral, exposta ao público com rigidez de crueldade onde os corpos dilacerados eram o alvo principal da repressão penal.  O suplício era luxuoso e mostrado como um triunfodo Estado sobre o condenado.
Mas fim do século XVIII e começo do século XIX começa a ocorrer, gradativamente, a anulação do espetáculo punitivo. O corpo deixa de ser o principal alvo da repressão penal e o suplício se torna intolerável. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena, e tudo que implicasse um espetáculo seria negativo, uma vez que expunha os espectadores a uma atrocidade que todosqueriam evitar, mostrava a eles a frequência dos crimes, fazia o carrasco se igualar ou até mesmo ultrapassar o criminoso, e ainda tornava criminoso um objeto de piedade e admiração. A punição passa a ser a parte mais velada do processo penal, e sua eficácia é atribuída a fatalidade e não a intensidade visível. O teatro não deve mais ser o que desvia o homem do crime, mas sim a certeza de queserá punido.
Após toda essa reformulação de pensamento sobre o suplício é iniciada uma verdadeira pesquisa sobre como fazer sofrer "humanamente", se cria, então, a tecnologia do sofrimento. A morte, aos poucos vai se tornando um episódio visível, porém rápido. Com a invenção da guilhotina em 1972, confirma-se esta tendência e exclui-se da pena a execução da dor. Sem dúvida, a pena não mais secentraliza no suplício e toma como objeto a lesão de um bem ou de um direito.
A partir daí a aplicação da pena passa a ser um procedimento burocrático, procurando reeducar e corrigir. As práticas punitívas se tornaram tímidas, com penas mais suáves, com mais respeito, mais humanidade, menos sofrimento, ocorrendo assim o deslocamento do objeto da ação punitíva, não sendo mais o corpo, mas a alma. Se temcomo objeto a perda de um bem ou de um direito, no entanto é fato que a privação da liberdade nunca foi eficaz sem complementos punitivos alusivos ao corpo, como, por exemplo, a redução alimentar e privação sexual.
Capitulo 2 - A Ostentação dos Suplícios
No segundo capítulo a ênfase está no valor atribuído às penas físicas. Se define suplício como a utilização do corpo, a pena corporal...
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