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FICHAMENTO:
VIEIRA, Pedro Antonio. A inserção do “Brasil” os quadros da economia-mundo capitalista no período 1550-c.1800: uma tentativa de demonstração empírica através da cadeia mercantil do açúcar. Economia e Sociedade, Campinas, v. 19, n. 3 (40), p. 499-527, dez. 2010.

ALUNA: ALINE ALMEIDA DE JESUS
PROFESSORA: ROSSANA BRITTO
DISCIPLINA: BRASIL COLONIAL 2012/2

VITÓRIA
2013FICHAMENTO:
VIEIRA, Pedro Antonio. A inserção do “Brasil” os quadros da economia-mundo capitalista no período 1550-c.1800: uma tentativa de demonstração empírica através da cadeia mercantil do açúcar. Economia e Sociedade, Campinas, v. 19, n. 3 (40), p. 499-527, dez. 2010.
p. 499.
“Resumo: Utilizando o conceito de cadeia mercantil, o artigo procura mostrar que o desenvolvimento daagroindústria do açúcar no Brasil colonial criou conexões entre produtores, comerciantes e consumidores de muitas mercadorias na América, na África, na Europa e na Ásia, contribuindo, portanto, para o desenvolvimento da economia-mundo capitalista, da qual a produção açucareira na colônia era uma parte. Para sustentar a tese, busca-se evidenciar que atividades normalmente vistas como autônomas, como éo caso da produção para o mercado interno e o tráfico de escravos, são, de fato, parte da cadeia mercantil do açúcar.
p. 500.
Introdução: “Este texto tem um objetivo modesto: apresentar evidências de que, em função da quantidade, dos agentes – privados e estatais – envolvidos e do emprego do trabalho escravo, a produção, a comercialização e o consumo do açúcar a partir do século XVI acabarampor constituir aquilo que recentemente se passou a chamar “cadeia mercantil global”, contribuindo assim para a formação da economia-mundo capitalista. [...]
nas primeiras décadas do século XVI, o estado português, apoiado por capitalistas de várias nacionalidades, passou a fabricar açúcar na colônia americana, estava, de fato, efetivando um deslocamento de parte da cadeia – plantio damatéria-prima e produção do açúcar – para as possessões lusitanas no continente americano.”
“[...] para Celso Furtado (1995, p. 5) esta colonização era “um episódio da expansão comercial da Europa”, para Caio Prado Júnior (2008, p. 29, grifos nossos) “no seu conjunto, e vista no plano mundial e internacional, a colonização dos trópicos toma o aspecto de uma vasta empresa comercial, (...) destinada aexplorar os recursos naturais de um território virgem em proveito do comércio europeu”, o que configuraria, para este autor, o sentido da colonização.”

p.501.
“Na perspectiva que adotamos, o sentido da colonização não seria a aceleração da acumulação primitiva e da acumulação propriamente capitalista, mas a formação de um sistema social histórico específico, o moderno sistema-mundo, sinônimo deeconomia-mundo capitalista.”

“Os mecanismos de fundo – a transição para o capitalismo –, no seu processo essencialmente contraditório, engendravam pois tensões que, a partir de um certo momento (segunda metade do século XVIII), desencadeiam conflitos, obrigando a reajustamentos no todo e nas partes (Novais, 2005, p. 189, grifo nosso)”.

“Sem dúvida, este autor defende que na segunda metade doséculo XVIII ainda estava em curso a transição para o capitalismo.”
“[...]Alencastro (2000) parece admitir explicitamente a economia-mundo como o sistema social histórico no interior do qual se desenvolveu a economia do Atlântico Sul, a qual, por sua vez, gira em torno do comércio de escravos. No entanto, ao usar a expressão “sistema” para referir-se às relações econômicas, políticas e culturaisentre Brasil e África, implicitamente está conferindo a estas relações uma autonomia e autodeterminação que elas, como procuraremos mostrar, não possuem. Já Puntoni (1999), além de fazer várias referências à obra de Wallerstein, também utiliza o termo “economia-mundo”.
p. 502.
“[...] ao analisar as lutas entre diferentes grupos holandeses pela condução dos negócios e da política externa das...
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