Fichamento: rousseau: da servidão a liberdade a

Gustavo Noronha Silva

Fichamento: Rousseau: da servid˜o a liberdade a `

Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES maio / 2003

Gustavo Noronha Silva

Fichamento: Rousseau: da servid˜o a liberdade a `
Trabalho apresentado a disciplina Pol´ ıtica I do curso de Ciˆncias Sociais da Universidade e Estadual de Montes Claros Orientador: Antˆnio Maciel o

Montes Claros maio / 2003 Os Cl´ssicos da Pol´ a ıtica Rousseau: da servid˜o a liberdade a `

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NASCIMENTO, M. M. do. Rousseau: da servid˜o a liberdade. In: WEFFORT, Franciso a ` ´ (Org). Os Cl´ssicos da Pol´tica. S˜o Paulo: Atica, 1995. p. 201-237. a ı a

O Homen
Natureza Humana e Estado de Natureza “Ora, nada ´ t˜o meigo quanto ele [o homem] no seu estado primitivo, quando, colocado e a pela natureza aigual distˆncia da estupidez dos brutos e das verdades funestas do homem ` a civil e, compelido da mesma forma pelo instinto e pela raz˜o a defender-se do mal que o a amea¸a, ´ impedido pela piedade natural de fazer mal a algu´m, sem a isso ser levado por c e e alguma coisa, mesmo depois de atingido por algum mal.” p. 206 ` ´ “Enquanto os homens . . . se dedicaram apenas as obras que um unico homempodia criar (. . . ) eles viveram livres, s˜os, bons e felizes, tanto quanto o poderiam pela sua a natureza . . . ” p. 207 Notamos que, para Rousseau, os homens s˜o naturalmente bons, enquanto vivem coa munalmente, cada um satisfazendo suas necessidades por si s´. o

A Realidade
Propriedade e Desigualdade “. . . Desde que se necessitou de homens para fundir e forjar o ferro, outros homensforam neces´rios para alimentar aqueles. . . . ” p. 209 a ´ “. . . E somente o trabalho que, dando ao cultivador um direito sobre o produto da terra que ele trabalhou, d´-lhe conseq¨ entemente direito sobre a gleba, pelo menos at´ a colheita a u e e, desta forma, de ano a ano — o que, tornando-se uma posse cont´ ınua, transforma-se facilmetne em propriedade.” p. 209 “. . . quando as herdades cresceramem n´ mero e em extens˜o, a ponto de cobrir o u a solo inteiro e de todas se tocarem, uns s´ puderam prosperar as custas dos outros, e o ` os supranumer´rios (. . . ) tornaram-se probres sem haver nada perdido, porque, tudo a ` e mudando a sua volta, (. . . ) foram obrigados a receber ou a roubar sua subsistˆncia das m˜os dos ricos; . . . ” p. 211 a A propriedade surge do trabalho, como paraLocke, e ´ ela a fonte de desigualdade e entre os homens: os que tˆm e os que n˜o. e a Surgimento da Sociedade “. . . Os ricos, de seu lado, mal conheceram o prazer de dominar, logo desprezaram todos os outros e, servindo-se de seus antigos escravos para submeterr outros, s´ pensaram em o subjulgar e dominar seus vizinhos . . . ” p. 211 “. . . os mais poderosos ou os mais miser´veis, fazendo de suasfor¸as ou de suas necessia c dades uma esp´cie de direito ao bem alheio, equivalente, segundo eles, ao de propriedade, e

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a igualdade rompida foi seguida da mais indigna desordem; assim as usurpa¸oes dos ricos, c˜ as extor¸oes dos pobres, as paix˜es desenfreadas de todos, abafando a piedade natural e c˜ o a voz aindafraca da justi¸a, tornaram os homens avaros, ambiciosos e maus. . . . ” p. 211 c “. . . o rico, for¸ado pela necessidade, concebeu enfim o projeto mais premeditado que c at´ ent˜o havia passado pelo esp´ e a ırito humano. (. . . ) empregar em seu favor as pr´prias o for¸as daqueles que o atacavam, fazer de seus advers´rios seus defensores, inspirar-lhes c a outras m´ximas e dar-lhes outrasinstitui¸oes que lhe fossem t˜o favor´veis quanto lhe era a c˜ a a contr´rio o direito natural. . . . ” p. 212 a Notamos que Rousseau entende a forma¸ao da sociedade como uma iniciativa emprec˜ endida pelos ricos para manter seus inimigos — os miser´veis — sob vigilˆncia, simulando a a igualdade.

O Dever-ser
Contrato Social “. . . se n˜o existisse nenhuma conven¸ao anterior, onde estaria a...
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