Fichamento quintaneiro, tania; barbosa, maria ligia de oliveira; oliveira, márcia gardênia de. um toque de clássicos: marx, durkheim e weber. 2. ed. rev. e ampl. belo horizonte: editora ufmg, 2003.

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FACULDADE SUMARÉ
CURSO DE GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA
SOCIOLOGIA

Nome: Isabela Rizzo Turma NM


Fichamento
QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Márcia Gardênia de. Um Toque de Clássicos: Marx, Durkheim e Weber. 2. ed. rev. e ampl. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.

Palavras-Chaves
Sociologia, TeoriasSociais e Transformações Sociais.


Introdução

A reflexão sobre as origens e a natureza da vida social é quase tão antiga quanto à própria humanidade, mas a Sociologia, como um campo delimitado do saber científico, só emerge em meados do século XIX na Europa.

O surgimento da Sociologia se deu a partir do advento de correntes de pensamento como o racionalismo, o empirismo e o iluminismo edas transformações econômicas e sociais ocorridas principalmente a partir do século XVI, marcadas pela instabilidade e diversas crises que marcaram a Europa neste período. Sob este caótico panorama, a Sociologia nasceu como um norteador para tentar explicar e responder aos questionamentos da sociedade.


Mudanças resultantes da Industrialização

As grandes transformações sociais acontecem demaneira quase que imperceptíveis para aqueles que nelas estão inseridos, e consequentemente, as transformações sociais resultantes do processo de industrialização são fruto de um processo lento iniciado na Renascença e que através de mudanças na organização política e jurídica, nos modos de produção e comercialização, propiciaram que um efeito multiplicador e geravam conflitos ideológicos epolíticos.

A nova forma de produção capitalista trouxe mudanças profundas em todos os campos da sociedade europeia, tanto material quanto nos princípios morais, religiosos e nas crenças que sustentavam o regime feudal. Estas transformações atingiram também a estrutura de classes e a organização estatal, enfraquecendo os estamentos tradicionais - aristocracia e campesinato - e das instituiçõesfeudais: servidão, propriedade comunal, organizações corporativas artesanais e comerciais.

Notadamente, a partir da segunda metade do século XVIII, com a primeira revolução industrial e o nascimento do proletariado, estas mudanças passaram a ser mais evidentes e definitivas não só no ordenamento social, mas também na maneira de se relacionar das pessoas que começaram a conviver com situaçõescontrastantes onde de um lado a oferta de trabalho, a modernização do processo produtivo industrial e agrícola, a intensa movimentação da economia e o crescimento das cidades, enfim, o progresso, se entrelaçava com uma série de experiências negativas e até agravadas pela nova ordem social como a poluição do ar, a falta de infraestrutura fruto do crescimento desordenado das cidades com a migração em massados camponeses, a criminalidade, a violência, a promiscuidade, a pobreza, o alcoolismo e os nascimentos ilegítimos, mazelas sociais que imperava no carregado ambiente urbano. Logo, a cidade que acenava a todos com a possibilidade de maior liberdade, proteção, ocupação e melhores ganhos, também era omissa no cuidado aos membros mais frágeis desse novo sistema, particularmente os que ficavam forada cobertura das leis e instituições sociais.

Neste período, a alta densidade de população, aliada principalmente às precárias condições sanitárias, trazia consequências desastrosas para a saúde da população urbana, atingindo especialmente os mais miseráveis. O nascimento dessa nova ordem social encontrou as pessoas vivendo em condições desumanas em todos os aspectos, principalmente alimentar,de moradia, de saúde e de higiene. A expectativa de vida era muito baixa e as epidemias agravavam as taxas de mortalidade, o que só teve uma pequena melhoria no início do século XVIII, com o advento da revolução industrial e agrícola na Inglaterra, quando as pessoas puderam experimentar certa melhoria neste quadro.

As condições de trabalho que caracterizam o início da revolução...
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