Fichamento pierre levy

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Fichamento: “O que é o virtual?”, Pierre Lévy
07/03/2010 por Tiago Nogueira
 
 
 
 
 
 
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LÉVY,Pierre. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 1999.
“O que é o virtual?” é uma excelente obra do grande filósofo da Informação Pierre Lévy, que desenvolve de forma bem argumentada questões sobre Virtualização, atualização, Potencialização e Realização. Virtualização, para Lévy,não se realiza, como imaginávamos, apenas dentro das máquinas computacionais, mas sim num processo de questionamento e problematização dos meios. O Virtual existe.
Lévy contrapõe um quadrívio ontológico, contrapondo as partes: Ordem da criação: Virtualização Vs. Atualização e; Ordem da seleção: Potencialização Vs. Realização. Atualiza-se o Virtual; Realiza-se o potencial.
Virtualizar é: Remontar uminventivo de uma solução a uma problemática, é o questionamento. O Virtual EXISTE.
Atualizar é: a resolução de um problema, Uma solução. É a resposta aqui e agora. O Atual ACONTECE.
Potencializar é: Um conjunto de possibilidades predeterminadas. O Potencial INSISTE.
Realizar é: Um conjunto de coisas persistentes e resistentes. É uma queda de potencial. O Real SUBSISTE.
Os Acontecimentospertencem ao conjunto da Criação. As substâncias pertencem ao conjunto da seleção.
O potencial e o virtual são pólos latentes, enquanto o Real e o Atual são do Pólos Manifestos.
“O Real seria da ordem do ‘tenho’, enquanto o virtual seria da ordem do ‘terás’, ou da ilusão” (Pág. 15)
“A palavra virtual vem do latim virtualis, derivado por sua vez de virtus, força, potência. Na filosofia escolástica, évirtual o que existe em potência e não em ato.” (Pág. 15)
“Em termos rigorosamente filosóficos, o virtual não se opõe ao real, mas ao atual: virtualidade e atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes.” (Pág. 15)
“O possível é exatamente igual ao real: [mas] só lhe falta a existência. A realização de um possível não é uma criação, no sentido pleno do termo, pois a criação implicatambém a produção inovadora de uma idéia ou de uma forma. A diferença entre possível e real é, portanto, puramente lógica [e/ou temporal].” (Pág. 16)
“A atualização é criação, invenção de uma forma a partir de uma configuração dinâmica de forças e de finalidades.” (Pág. 17)
“A virtualização pode ser definida como o movimento inverso da atualização [... é] uma mutação da identidade, um deslocamento docentro de gravidade ontológico do objeto considerado: em vez de se definir principalmente por sua atualidade (uma ‘solução’), a entidade passa a encontrar sua consistência essencial num campo problemático.” (Págs. 17-18)
“A atualização ia de um problema a uma solução. A virtualização passa de uma solução dada a um (outro) problema.” (pág. 18)
“A virtualização é um dos principais vetores dacriação da realidade.” (Pág. 18)
“O virtual, com muita freqüência, ‘não está presente’.” (Pág. 19)
“[...] o imponderável hipertexto não possui lugar.” (Pág. 20)
“O fato de não pertencer a nenhum lugar [... não] impede a [sua] existência.” (pág. 20)
“A virtualização reinventa uma cultura nômade, não por uma volta ao paleolítico nem às antigas civilizações de pastores, mas fazendo surgir um meio deinterações sociais onde as relações se reconfiguram com um mínimo de inércia.” (Pág. 20-21)
“Quando uma pessoa, uma coletividade, um ato, uma informação se virtualizam, eles se tornam ‘não-presentes’, se desterritoralizam. Uma espécie de desengate os separa do espaço físico ou geográfico ordinários e da temporalidade do relógio e do calendário. É verdade que não são totalmente independentes doespaço-tempo de referência, uma vez que devem sempre se inserir em suportes físicos e se atualizar aqui ou alhures, agora ou mais tarde.” (Pág. 21)
“O virtual [não] é [apenas] imaginário. Ele produz efeitos.” (Pág. 21)
“Mas, para os que não andam de trem, as antigas distâncias ainda são válidas. [...] De maneira análoga, diversos sistemas de registro e de transmissão (tradição oral, escrita,...
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