Fichamento: mediação e serviço social: um estudo preliminar sobre a categoria teórica e sua apropriação pelo serviço social

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PONTES, Reinaldo Nobre. Mediação e serviço social: um estudo preliminar sobre a categoria teórica e sua apropriação pelo serviço social/ Reinaldo Nobres Pontes. – 3.ed. – São Paulo: Cortez, 2002.

Capitulo I
A CATEGORIA DE MEDIAÇÃO NA DIALÉTICA DE MARX

1. A atualidade da dialética
A Dialética coloca grandes marcos no percurso da história ocidental, a dialética tende a afirmar-se comoreguladora da própria realidade.
“contemporaneamente, tentar tematizar uma categoria metodológica da dialética concreta – a categoria de mediação, - implica uma vigilância epistemológica redobrada, buscando evitar os reducionismos, os dogmatismos, os ideologismos e outros congêneres.” (2002, p.28)
“no caso do método dialético, há um fator complicador: a confusão que se faz entre aspráticas sócio-economico-políticas das sociedades que foram conhecidas como “socialismo real” e a teoria social de Marx, que na sua estrutura o referido método.” (2002, p.29)
“o conhecimento científico [...] tem se polarizado em duas grandes frentes: a primeira, compondo a tradição positivista e a segunda, a perspectiva crítico-dialética.” (2002, p.31)
“o principal desdobramento da idéia deLukács,é o aprofundamento da abordagem feita por Marx no Posfácio da segunda edição d’ O CAPITAL, onde este firma ter soado “o dobre de finados da ciência econômica burguesa.” (1988:11). Lukács vai chamar de decadência do pensamento burguês o resultado da análise que, após o período de dissolução do pensamento hegeliano (1830-1848), no qual a classe burguesa abandona definitivamente sua posiçãohistórica de classe burguesa abandona definitivamente sua posição histórica de classe revolucionaria, para assumir a postura conservadora e dominante.” (2002, p.33)
“é Lukács quem busca demonstrar que a emergência do proletariado, como classe que possui a missão histórica de conduzir a ultrapassagem da sociedade capitalista, através da superação da “ciência burguesa” apologética, concretiza-se,principalmente, com a superação revolucionaria de sua condição de classe.” (2002, p.34)
“considera-se o método dialético superior às outras formas metodológicas de conhecimento do ser social na sua complexidade intrínseca. Não por um principio escatológico de fé, mas em primeiro lugar devido à consideração concreta daquilo que está vivo na obra marxiana, ou seja, na captação correta das tendênciashistóricas principais da sociedade burguesa.” (2002, p.36)
“assim no sentido de trilhar um caminho coerente com a postura teórico-metodológica por ora assumida, é fundamental que o estudo da categoria – mediação – seja iniciado pela captação no pensamento e Hegel da gênese histórico-filosófica desta categoria. Foi Hegel o filósofo que articulou – de forma inovadora na trajetória da filosofia – essacategoria teórica, cuja influência foi decisiva na conformação da dialética marxiana.” (2002, p.40)
2. Hegel e a dialética
“Hegel constituiu-se na síntese do que de melhor o racionalismo ocidental conseguiu produzir. Seu pensamento foi erguido em bases de uma frutífera interlocução com a melhor tradição racionalista do seu tempo: Kant, Fichte, Shelling, para ficar nos principais.” (2002, p. 41)
2.1A razão no método e na história

“Hegel, na sua crítica, supera os limites do entendimento, que se aferra no dado, no imediato, buscando através da razão, na sua expressão mais radical, a plena potencialidade humana da liberdade de conhecimento da realidade.
“a razão realiza a plena liberdade do homem porque nela o ser dado é transformado em ser criado. Ela é a negação da negação: oentendimento, ao romper com a intuição sensível imediata era a primeira negação; a razão, ao superar o atendimento subjetivo e finito, é a segunda negação [...] ela suprime a exterioridade do sujeito e do objeto. Ultrapassa as oposições: esta supressão da contradição constitui o momento mais profundo, mais intimo e mais objetivo da vida e do espírito, graças ao qual um sujeito torna-se uma pessoa, e uma...
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