Fichamento livro da mota

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Aluna: Débora da Silva Leal Turno: Noite
Matrícula: 2401900 Professora: Renata
Disciplina: Política Social II Data: 11/03/2013

FICHAMENTO

MOTA, Ana Elizabete. “Cultura da crise e seguridade social” - Um estudo sobre as tendências da previdência e da assistência social Brasileira nos anos 80 e 90 6 ed. São Paulo: Cortez, 2011

“as tendências da seguridade social brasileiraexpressam um movimento mais geral, determinado pela relação entre a crise econômica dos nos 80 e os mecanismos adotados para o seu enfrentamento” (p. 117)
“Esse encaminhamento remete a questão da seguridade social ao âmbito dos movimentos da economia e da política, enquanto macrodeterminações dos processos sociais que, no cenário daquela década, estão reunidos em dois conjuntos de vetores:
• asmudanças no mundo do trabalho, aqui entendidas como parte do processo de reestruturação produtiva e produto das estratégias de superação do modelo fordista-keynesiano, em favor da acumulação flexível;
• as mudanças na intervenção do Estado, cuja inflexão é marcada pela crise do keynesianismo e pela emergência o neoliberalismo.
Estes vetores — mudanças no mundo do trabalho e na intervenção doEstado — estão situados no contexto mais geral do capitalismo monopolista e adquirem características particulares” (p. 117)
“A dinâmica dessas mudanças (...) pode ser resumida nos seguintes termos:
a. diante das necessidades de reestruturação produtiva, em que se incluem as transformações nos processos de trabalho, é imperativo para o capital a obtenção do consentimento ativo dos trabalhadores;b. o movimento de concentração e expansão do capital favorece o surgimento dos conglomerados industriais, comerciais e financeiros, responsáveis pela formação de grandes corporações internacionais que imprimem uma tendência de fracionamento das classes trabalhadoras, pela via da divisão sociotécnica do trabalho. O resultado é a formação de dois grandes grupos de trabalhadores: os do grandecapital e os demais trabalhadores excluídos do processo de emprego formal;

c. essa fragmentação do mercado de trabalho opera refrações na prática organizativa das classes trabalhadoras e pode criar, especialmente em conjunturas de crise, as bases para a institucionalização de formas corporativas de organização que possibilitem a constituição de um novo corporativismo social, como expressãoembrionária de um projeto societal;

d. as mudanças na esfera da produção e da organização social implicam redirecionamento na forma de intervenção do Estado, em especial nos mecanismos de regulação da produção material e da gestão estatal e privada da força de trabalho, alterando as relações entre Estado, sociedade e mercado;

e. nessa conjuntura, as mudanças nas relações entre Estado,sociedade e mercado são objetivadas em um conjunto de medidas de ajuste econômico e de reformas institucionais, cujos destaques são: os mecanismos de privatização e as pressões do empresariado e da burocracia estatal no campo dos direitos sociais, como condição para operar reformas nas políticas da seguridade social.” (p. 118-119)
“Desse modo, as mudanças nos sistemas de seguridade social ganhamdestaque no conjunto das reformas, no cunho liberal, surgidas nos ano 80 e 90, tendo como principais formuladores os organismos financeiros internacionais, os empresários vinculados ao grande capital e a burocracia estatal a eles associada” (p. 119)
“Segundo Taylor-Gooby “o resultado dessa filosofia, em termos políticos concretos, é um desejo de reduzir o papel do Estado na área do bem-estar social(...) as organizações filantrópicas particulares, sob o livre controle dos indivíduos, substituem a ação do Estado. Os serviços previdenciários estatais, que forem mantidos, devem se direcionar estritamente aos pobres, já que só podem ser justificados como parte de um programa destinado a aliviar as necessidades extremas através de uma ação humanitária coletiva, e não como uma política dirigida...
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