Fichamento livro argumento de autoridade x autoridade do argumento pedro demo

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Referências

DEMO, Pedro. Argumento de autoridade x autoridade do argumento: interfaces da cidadania e da epistemologia. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2005.

O autor inicia com a reflexão sobre a existência de autoridade não autoritária, ideia que é aparentemente redundante, mas deixando-se a lógica linear, e tomando a realidade em si, é possível encontrar casos de pessoas que mandam semserem percebidas.
A autoridade não autoritária, como apontado por ele, está no centro da democracia, para que seja mantida sempre sob o controle da comunidade, evitando privilégios, e priorizando o bem comum.

1. Epistemologia da autoridade do argumento

Um fenômeno importante para o assunto tratado, com o surgimento da Idade Moderna, é a imposição da explicação imanente. Até então,predominava o argumento de autoridade da compreensão da realidade como resultado de forças divinas. O conceito moderno traz a explicação do mundo por leis próprias, e a evolução por leis naturais. Assim, a autoridade teológica, filosófica, entre outras, poderiam ser dispensadas.

1.1 Argumento de autoridade

Pedro Demo inicia comentando que argumentos de autoridade não deveriam, mas acabam valendo. Umtexto vale pelos seus argumentos, e não por quem foi escrito, mas nem sempre é assim. Já na ciência, não se evitam paradigmas, pois é feita em grupo e em sociedade.
A função do paradigma, por sua vez, é dialética. Tende a produzir discípulos, ao invés de novos mestres. Já a inovação cientifica consiste em mestres revolucionários que buscam novos horizontes.
Os detentores dos argumentos deautoridade gostariam de ser eternos, mas para isso precisariam de subalternos eternos, que, assim, não produziriam nada de interessante. Logo, os inteligentes manipulam a inteligência, e não a subserviência.
Outra questão se refere á força dos argumentos de autoridade. A confiança nos mesmo tende a ser ilimitada, porque não se sabe como contestar, visto que é impossível ser dotado de conhecimentoespecífico em tudo. Deste modo, autoridade é obtida por mérito, proporcionalmente. Ainda mais, para a aceitação dos argumentos, é preciso certa credulidade. Por isso, o senso comum confirma, e não contesta as relações sociais.
Continuando, o autor coloca que o que aborrece no argumento de autoridade é o abuso de autoridade. Muitas notícias, por exemplo, são feitas como linguagem científicaprópria, que os ouvintes não compreendem. Predomina a ênfase, não a informação.
A participação do conhecimento no poder se dá pela ideologia, que é uma justificação de posições de poder. As teorias também são um ato de poder. Essas se desmancham quando outros intérpretes descobrem proposições que não cabem na mesma.

Por fim, é preciso controlar os argumentos para que não se preponderem, ou setornem primeira e última referência. Em um contexto complexo, é possível ter relações igualitárias como, predominantemente, autoritárias.

1.2 Autoridade do argumento

O pós-modernismo traz a noção de que a coerência da critica está na autocrítica. Como exposto, é contraditório questionar e não querer ser questionado, avaliar sem querer ser avaliado. Precisamos formar certezas, não porque sejamcertas, mas porque as incertezas são devoradoras.
Continuando, conhecer não é afirmar, confirmar, e sim, questionar. Onde não há questionamento, só há informação, e não conhecimento. A teoria crítica não diz apenas coisas sobre a realidade, a questiona, interfere e reconstrói. O primeiro gesto do conhecimento é a negação, não a aceitação.
No que se refere à autoridade do argumento, está a noçãode que a realidade se auto-explica, de modo imanente. Ainda mais, a discutibilidade dos argumentos é o critério mais aceitável para determinar sua cientificidade. Onde há muito acordo ou muito desacordo, falta inteligência. A partir daí alguns assumem o compromisso de argumentar da melhor forma possível. É mais do que apenas técnica, uma arte, conhecida como retórica.
Seu objetivo, como...
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