Fichamento : globalização, tecnologia e relações de trabalho

FACULDADE DOM BOSCO DE MONTE APARZÍVEL – FAECA

ADMINISRAÇÃO DE EMPRESAS

SOCIOLOGIA

BÁRBARA DA SILVEIRA CABRERA GASQUES (ADAPTAÇÃO)

2013


JACOB GORENDER
GLOBALIZAÇÃO, TECNOLOGIA E RELAÇÃO DE TRABALHO.

O ultimo terço do século XX assinalam grande importância no sistema capitalista mundial [...]
[...] As leis intrínsecas do modo de produção capitalista manifestam-se, por issomesmo, com maior intensidade determinando a mercantilização e a financeirização de todas as relações econômicas e sociais. As alterações [...] nas relações de produção não atenuam a essência do modo de produção capitalista; ao contrario, fortalecem seus traços fundamentais, cuja contundência que se incrementa ao infinito. Esses traços fundamentais consistem no capital e na sua dinâmica. [...][...] Seus efeitos são observados na organização das empresas, nos métodos de produção, nas relações de trabalho e na politica financeira dos governos.
Uma das questões cruciais [...] diz respeito da passagem do regime fordista ao regime chamado de produção enxuta [...]

AUGE E DECLINIO DO FORDISMO

As inovações de Ford visaram ao mesmo objetivo da chamada organização cientifica do trabalhosistematizada por Frederick Taylor, ou seja, a eliminação dos tempos mortos no processo de trabalho a fim de alcançar grande volume de produção a custos baixos [...]
A fim de superar a produção do tipo artesanal, o regime fordista adotou o principio taylorista básico da separação entre trabalho intelectual e trabalho manual [...]. Os trabalhadores foram concitados a não pensar [...] . Concentrando- senas tarefas manuais, o trabalho deveria seguir uma rígida normas de movimentos, visando a máxima economia de tempo. [...]
A produção em regime fordista implantou-se nos Estados Unidos, porém não migrou para outro país até o segundo pós-guerra.[...]
Dois fatos se destacaram na conjuntura imediata do segundo pós-gerra.
O primeiro refere-se ao plano Marshall – instrumento de norte-americanizaçãod Europa Ocidental [...] apto a suportar a produção em massa de automóveis e outros bens de consumo duráveis.[...]
O segundo fato diz respeito a aceitação generalizada da doutrina de Keynes pelos países capitalistas desenvolvidos. [...]
A ênfase Keynesiana na demanda vinha a calhar para implementação do regime fordista na produção em massa. [...]
Contudo a altura da década de 70, após cercade 30 anos [...] o regime fordista-keynesiano já evidenciava com muita clareza seus pontos fracos, traduzidos no acúmulo de deficiências. Em primeiro lugar, chamava a atenção a desmotivação dos operários, manifestada em altos índices de abandono do trabalho e rotatividade no emprego, no absenteísmo elevado, no alcoolismo, no fraco empenho nas tarefas.
As deficiências e insuficiências do fordismosalientaram-se, particularmente no quadro do primeiro choque do petróleo (1973) e da recessão cíclica de 1973-1975. Simultaneamente, acentuavam-se as dificuldades fiscais do intervencionismo estatal keynesiano e do Estado do Bem-Estar Social.[...] Por fim, a introdução dos microprocessadores no interior da produção, intensificada na década de 80, tornou mais evidente a inadequação do regimefordista às inovações tecnológicas e, em especial, à automação eletrônica.

A entrada em cena dos produtores japoneses de automóveis intensificou a concorrência, colocando em xeque o domínio do mercado pelos produtores mais antigos dos Estados Unidos e da Europa. [...]
Uma dessas tentativas ocorreu na Suécia, por iniciativa da Volvo, nas suas fábricas em Kalmar e Uddevalla. A fim de despertar ointeresse participativo, sufocado pela rotinização da esteira de montagem, buscou-se suplantar o trabalho parcelado e repetitivo ao extremo por meio da constituição de grupos de operários, aos quais se confiariam tarefas manuais e também intelectuais, combinadas em prolongado ciclo operacional. A experiência sueca não obteve êxito.[...]

A ORGANIZAÇÃO JAPONESA DO TRABALHO E DA PRODUÇÃO

O chamado...
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