Fichamento foucault

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MACHADO, Roberto. Por uma Genealogia do Poder
Inovação metodológica de História da Loucura
a) história a ciência sem desenvolvimento linear e contínuo. Dá-se a partir de origens que se perdem no tempo, sem diferenciações entre pré-ciência e ciência, estabelecendo as relações entre os saberes. Psiquiatria como mero momento determinado de uma trajetória mais ampla. Análise procura diversasconfigurações arqueológicas, não se limitando às fronteiras espaciais e temporais da disciplina psiquiátrica.
b) não se limitar ao nível do discurso, centrou-se nos espaços institucionais de controle do louco encontrando heterogeneidade entre os discursos teóricos. Articula saber médico com práticas de internamento com instâncias sociais (política, família, Igreja, justiça). Resultado: psiquiatria é aradicalização de um processo de dominação do louco e não quem descobriu sua essência e a libertou.
As palavras e as coisas (1966)
Aprofundar e generalizar inter relações conceituais capazes de situar os saberes constitutivos das ciências humana sem pretender articular as formações discursivas com as práticas sociais. Só pode haver ciência humana a partir do momento em que as ciências empíricas eas filosofias modernas (Kant) tematizaram sobre o homem como objeto e como sujeito de conhecimento, abrindo a possibilidade de um estudo do homem como representação. Propósito: descrever as ciências humanas a partir de uma interrelação de saberes, do estabelecimento de uma rede conceitual que lhes cria o espaço de existência.
=> Homogeneidade dos instrumentos metodológicos: o conceito desaber, o estabelecimento de descontinuidades, os critérios para datação de períodos e suas regras de transformação, o projeto de interrelações conceituais, a articulação dos saberes com a estrutura social, a crítica da ideia de progresso em história das ciências = novo caminho para as análises históricas sobre as ciências. Explica o aparecimento de saberes a partir de condições de possibilidadesexternas aos próprios saberes (imanentes a eles). Situa-os como peças de relações de poder (genealogia – inclusão em um dispositivo político, utilizando terminologia nietzscheana).
Em Vigiar e Punir, A vontade de Saber, História da Sexualidade: introdução nas análises históricas da questão do poder como um instrumento de análise capaz de explicar a produção dos saberes.
Não existe em Foucault umateoria geral do poder. Poder não tem uma natureza, uma essência, não é algo unitário e global. O que há são formas díspares, heterogêneas, em constante transformação. Poder não como objeto natural e sim como prática social. E, como tal, constituída historicamente.
Toda teoria para Foucault é provisória, acidental, dependente de um estado de desenvolvimento da pesquisa. Nem a arqueologia nem agenealogia pretendem fundar uma ciência, construir uma teoria ou se constituir como sistema. O que fazem é realizar análises fragmentárias e transformáveis.
As análises genealógicas do poder deslocaram a ciência política, que limita ao Estado o fundamental de sua investigação sobre o poder. Percebe uma não sinonímia entre Estado e poder. Existência de formas de exercício do poder diferentes do Estado,a ele articuladas de maneiras variadas e que são indispensáveis.
A microfísica do poder: deslocamento do espaço da análise e do nível em que esta se efetua. Formações de procedimentos técnicos de poder que realizam um controle minucioso do corpo (gestos, atitudes, comportamentos, hábitos e discursos). Poderes periféricos e moleculares não foram confiscados e absorvidos pelo aparelho do Estado.O aparelho de Estado é um instrumento específico de um sistema de poderes que não se encontra unicamente nele localizado, mas o ultrapassa e complementa. Os poderes não estão localizados em nenhum ponto específico da estrutura social. É uma rede de dispositivos/mecanismos. Ou melhor, o poder não existe; existem sim práticas ou relações de poder. É algo que se exerce, que se efetua, que funciona....
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