Fichamento enrique dussel

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Mat. 12/0020874

Discente: Rafael Nelson Braga Eiras

DUSSEL, Enrique. 1492. O Encobrimento do outro (a origem do “mito da modernidade”). Traduzido por Jaime A. Clasen. Petrópolis: Vozes, 1993. Pág. 07-114.

RESUMO:

Na primeira parte do livro, dá-se o enfoque do mito da modernidade a partir da perspectiva europeia. E através de conferências curtas, que apenas sugerem os temas, mostracomo a Europa tornou-se o “centro” do mundo na fase de nascimento e evolução inicial da modernidade.
“A soberba europeia mostra-se no texto citado de maneira paradigmática. Mas no final das contas, também a Ásia desempenha um papel puramente introdutório, preparatório, infantil no ‘desenvolvimento’ da História Mundial. De fato, como a História Mundial se move do Oriente para o Ocidente, eranecessário descartar primeiro a América Latina e a África”. (DUSSEL, p.20). “O começo o e fim da história é a Europa”. (DUSSEL, p.20)
Na segunda parte, chega-se a certo limite crítico e inicia-se a mudança de enfoque para buscar outra perspectiva para o “mito da modernidade”.
A primeira conferência proferida em Frankfurt fala da visão eurocêntrica. América Latina, África (apesar da certa trindade queexistia, devido influência da Igreja Católica) e Ásia não passam de mera periferia especialmente na visão Hegeliana. Até mesmo a parte sul da Europa poderia ser vista como periférica devido à maciça presença dos mouros (muçulmanos), local esse que incluía a Espanha e Portugal, importantes reinos, devido o pioneirismo da expansão do mundo até então conhecido. “A Europa cristã moderna nada tem aaprender dos outros mundos, outras culturas. Tem um princípio em si mesma e é sua plena realização”. (DUSSEL, p.21).
A conferência subsequente trata da invenção ao descobrimento do novo mundo. Na parte da invenção que se inicia com Cristóvão Colombo, o navegador acredita fielmente ter feito a circunavegação, tendo assim chegado ao continente asiático. Mas na verdade chegou apenas nas ilhas daregião do atual Caribe. Esse engano de Colombo criou no imaginário europeu um ser-asiático, mantendo assim a Santíssima Trindade da terra (Europa, Ásia e África).
“quer dizer, o ‘ser-asiático’ deste continente só existiu no ‘imaginário’ daqueles europeus renascentistas. Colombo abriu política e oficialmente na Europa a porta para a Ásia pelo ocidente. Mas com sua invenção puderam continuarexistindo, como a Santíssima Trindade, as ‘Três Partes’ da terra (Europa, África e Ásia)”. (DUSSEL, p.31).
Mas nem de todo o mal foi o engano de Colombo, na visão do “mito da modernidade”, o principal eixo marítimo começa deixar de ser o Mediterrâneo, e passa a ser o Atlântico. O efetivo descobrimento do novo mundo se dá com Américo Vespúcio e Fernando de Magalhães. O verdadeiro reconhecimento daexistência de uma quarta parte, fora da trindade dos três continentes já citados, muda ainda mais a mentalidade europeia, vendo aquela massa de terra (América) pronta para ser descoberta e civilizada pelo ser europeu.
A conferência 3 trata dos aspectos da conquista à colonização. O aspecto nessa conferência é essencialmente o prático, e não mais o teórico. As conquistas na maioria dos territórios daAmérica Latina se deram por um processo militar que é em sua essência violento e opressivo. O ser dominado passa a incorporar o ser dominador, servindo-o ou sendo escravizado por ele. Entretanto na maioria desses territórios dominados pelo meio militar, a população local possuía uma organização rudimentar, eram meros colhedores. Entretanto esses processos não se aplicaram nos grandes impérios que naAmérica encontraram (mais, incas e astecas). Nesses impérios o colonizador manteve a estrutura local e apenas assumiu no lugar do imperador. Tornou-se assim o europeu o senhor de todos aqueles outros, não-europeus, prontos para sofrerem o processo de “modernização”.
“O encontro do conquistador com o imperador asteca é um momento central. Ninguém podia olhar Motecuhzma no rosto. O imperador,...
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