Fichamento do texto "sobre as origens e o desenvolvimento do estado moderno no ocidente"

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“Mas Weber procurou justamente demonstrar que somente na Civilização Ocidental teve lugar um desenvolvimento de um capitalismo racional, de fenômenos culturais dotados de universal[idade] em seu valor e significado, e o desenvolvimento de um Estado como uma “entidade política, com uma ‘constituição’ racionalmente redigida, um direito racionalmente ordenado, e uma administração orientada porregras racionais, as leis, e administradas por funcionários especializados””.Pg.11

“Dessa descrição de Weber, segue-se que o Estado tomado em sentido estrito, como entidade política, dotado de todos aqueles atributos acima lembrados, não se encontra plenamente desenvolvido nem mesmo no Ocidente antes do século XVIII, mas tomado em sentido lato, como entidade de poder e/ ou dominação, encontra-se emmuitos outros lugares e épocas”. Pg.12

“(...) para instituição Estado vale, mais ainda, aquilo que K. Marx e Weber, de perspectivas opostas, disseram do capital e do capitalismo em geral, ou seja e respectivamente, que é ante-diluviano e pode ser encontrado em todas as sociedade que existe dinheiro”.Pg.12

“Marx, sem esquecer F. Engels, diria que é assim, porque todas as sociedades,excluindo as chamadas sociedades primitivas, se dividem em classes, tornando o Estado necessário para permitir a exploração-dominação de uma classe sobre outras, de modo que luta de classes e Estado formam um par historicamente inseparável que somente sairá de cena conjunta e definitivamente com o fim da historia”. Pg.12

“Segundo Clastres, as sociedades primitivas, tanto as extintas quanto assobreviventes, teriam permanecido nessa condição por opção, por terem se recusado a criar, deliberadamente, o Estado e tudo o que de inominável este acarreta”.Pg.12

“(...) nas palavras desse antropólogo, “o momento histórico do nascimento da História, essa ruptura fatal que jamais deveria ter-se produzido, o acontecimento irracional que nós modernos nomeamos, de modo semelhante, o nascimento doEstado””.Pg.12 e 13

“Com efeito, por um lado, Marx-Engels e os marxistas, levados por sua visão negativa do poder instituído, preocuparam-se sobretudo em examinar o caráter classista do Estado, em minimizar sua autonomia como relação às classes sociais, em denunciar, portanto, sua suposta neutralidade”.Pg.13

“Mas aí reside, igualmente, seu ponto fraco, sua subestimação das formas do Estado, emparticular do Estado condicional ou de direito (que os marxistas designam pejorativamente de Estado burguês), de seu funcionamento complexo, consagrando valores e práticas de civilização, cujo abandono não é menos que desastroso, como mostram as experiências totalitárias do século passado”.Pg.13 e 14

“(...) presta-se admiravelmente à crítica segundo a qual o marxismo, quando menos, incorreu no pecadode não ter dado devida importância ao que chama depreciativamente de liberdades formais, jogando fora, assim, a criança junto com a água do banho”.Pg.14

“Por outro lado, Weber enfatizando justamente a dimensão institucional do Estado, as formas de modalidades do poder instituído e de seus mecanismos de burocratização, deixou-nos, ao contrário do marxismo, uma elaboração da teoria do Estado, emparticular, e do poder em geral (...)”.Pg.14

“Weber, contudo, não obstante seu esforço para construir uma teoria do Estado, a mais objetiva possível, não deixou nunca de cultuar valores políticos que privilegiaram a unidade estatal nacional, a consciência daquela unidade coletiva que é o povo ou a nação”.Pg.14

“(...) moderna historiografia liberal-conservadora alemã, que glorifica o Estado,concebendo-o como manifestação do universal-racional, contendo, nas palavras de Hegel, “em si e para si a totalidade ética, a realização da liberdade”.Pg.15

“(...) foi somente no século XIX, por meio da cultura alemã, que o termo Estado adquiriu a sua centralidade”.Pg.15

“(...), a questão da origem do Estado moderno na Europa Ocidental, foi tratada pela historiografia do século XIX, e...
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