Fichamento do livro passagens da antiguidade ao feudalismo (pp. 18-41)

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Anderson, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. São Paulo: Editora brasiliense, 1987.

“Em contraste, a gênese do feudalismo permaneceu em grande parte sem estudos dentro da mesma tradição: como um diferenciado tipo de transição para um novo modo de produção, jamais foi integrada ao corpo geral da teoria marxista.” (p.18)

“Os predecessores do modo feudal de produção foramnaturalmente o modo de produção escravo em decomposição, sobre cujos fundamentos todo o enorme edifício do Império Romano fora construído outrora, e os primitivos modos de produção distendidos e deformados dos invasores germânicos, que sobreviveram em suas novas pátrias, depois das conquistas bárbaras. Esses dois mundos radicalmente distintos haviam passado por uma lenta desintegração nos últimos séculosda Antiguidade.” (p.19)

“A Antiguidade greco-romana sempre constituiu um universo centralizado em cidades.” (p.19)

“A filosofia, a ciência, a poesia, a historia, a arquitetura, a escultura; o direito, a administração, a economia, os impostos; o voto, o debate, o recrutamento – tudo isso chegou a níveis de sofisticação e força inigualáveis.” (p. 19)

“A agricultura representou através desua historia o setor inteiramente dominante da produção, fornecendo invariavelmente as principais fortunas das próprias cidades.” (p. 19)

“O modo de produção escravo foi uma invenção decisiva do mundo greco-romano, que constituiu a base definitiva tanto para suas realizações quanto para seu eclipse.” (p. 21)

“Foram as cidades-Estado gregas que primeiro tornaram a escravidão absoluta na formae dominante na extensão, transformando-a assim de sistema auxiliar em um modo sistemático de produção.” (p. 21)

“... cada formação social concreta é sempre uma combinação específica de diferentes modos de produção, e as da Antiguidade não eram uma exceção. Mas o modo de produção dominante na Grécia clássica, que governava a articulação complexa de cada economia local e que deixou sua impressãoem toda a civilização da cidade-Estado, foi o da escravidão.” (p. 22)

“Ao mesmo tempo, enquanto o uso da escravidão se tornava generalizado, sua natureza, de maneira correspondente, se tornava absoluta: ela já não era mais uma forma de servidão relativa entre muitas, no decorrer de uma continuidade gradual, e sim uma condição polarizada da perda completa da liberdade, justaposta a uma novaliberdade sem impedimentos.” (p. 23)

“A civilização da Antiguidade clássica representou, como já vimos, a supremacia anômala da cidade sobre o campo numa economia esmagadoramente rural: uma antítese do mundo feudal primitivo que lhe sucedeu.” (p. 23)

“O estado escravo, ao contrario da herdade feudal, permitia uma disjunção permanente entre a residência e o rendimento; o produto excedente queproporcionava as fortunas da classe possuidora podia ser extraído sem a sua presença na terra.” (p. 24)

“Assim, a escravidão era o vinculo que unia cidade e campo, para o desmedido beneficio da polis. Ela tanto mantinha a agricultura cativa que permitia o dramático distanciamento de uma classe dominante urbana de suas origens rurais, quanto promovia o comercio interurbano que era o complementodesta agricultura no Mediterrâneo.” (p. 25)

“Eles podiam ser deslocados sem dificuldade de uma região para outra; podiam ser treinados em muitas diferentes especializações: em épocas de abundancias de estoque, alem disso, eles serviam para manter os custos baixos onde trabalhadores contratados ou artífices estivessem trabalhando, por constituírem uma fonte alternativa de trabalho.” (p. 25)

“Opreço a pagar por esse esquema brutal e lucrativo era, contudo, alto. As relações escravagistas de produção determinavam alguns limites insuperáveis para as antigas forças de produção na época clássica.” (p. 25)

“Uma vez tornando-se o trabalho manual profundamente associado à perda da liberdade, não havia uma lógica social livre para a imaginação. Os efeitos sufocantes da escravidão sobre a...
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