Fichamento do cap.xiii de o capital

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A Lei Geral da Acumulação Capitalista

1. Demanda crescente de força de trabalho com a acumulação, com composição constante do capital
A composição do capital tem de ser compreendida em duplo sentido. Da perspectiva do valor, ela é determinada pela proporção em que se reparte em capital constante ou valor dos meios de produção e capital variável ou valor da força de trabalho, soma global dossalários. (pg. 187)
Os numerosos capitais individuais aplicados em determinado ramo da produção têm entre si composição mais ou menos diferenciada. (...) a média global das composições médias de todos os ramos da produção dá-nos a composição do capital social de um país (...) (pg. 187)
Crescimento do capital implica crescimento de sua parcela variável ou convertida em força de trabalho. Umaparcela da mais-valia transformada em capital adicional precisa ser sempre retransformada em capital variável ou fundo adicional de trabalho. (pg. 187)
(...) Assim como a reprodução simples reproduz continuamente a própria relação capital, capitalistas de um lado, assalariados do outro, também a reprodução em escala ampliada ou a acumulação reproduz a relação capital em escala ampliada, maiscapitalistas ou capitalistas maiores neste pólo, mais assalariados naquele. A reprodução da força de trabalho, que incessantemente precisa incorporar-se ao capital como meio de valorização , não podendo livrar-se dele e cuja subordinação ao capital só é velada pela mudança do s capitalistas individuais a que se vende, constitui de fato um momento d própria reprodução do capita. Acumulação do capital é,portanto, multiplicação do proletariado. (pg. 188)
(...) o próprio mecanismo do processo de acumulação multiplica, com o capital, a massa dos “pobres laboriosos”, isto é, dos assalariados, que transformam sua força de trabalho em crescente força de valorização do capital crescente e, por isso mesmo, precisam perpetuar sua relação de dependência para com seu próprio produto, personificado nocapitalismo. (pg. 189)
(...) Força de trabalho é aí comparada não para satisfazer, mediante seu serviço ou seu produto, às necessidades pessoais do comprador. Sua finalidade é a valorização de seu capital, produção de mercadorias que contenham mais trabalho do que ele paga, portanto, que contenham uma parcela de valor que nada lhe custa e que, ainda assim, é realizada pela venda de mercadorias. Produçãode mais-valia ou geração excedente é a lei absoluta desse modo de produção. Só à medida que mantém os meios de produção como capital, que reproduz seu próprio valor como capital e que fornece em trabalho não-pago uma fonte de capital adicional é que a força de trabalho é variável. As condições de sua venda, quer sejam mais quer sejam menos favoráveis para o trabalhador, incluem, portanto, anecessidade de sua continua reprodução ampliada da riqueza como capital. O salário, como se viu, condiciona sempre, por sua natureza, o fornecimento de determinado quantum de trabalho não-pago por parte do trabalhador. (pg. 191-192)
Abstraindo inteiramente a elevação do salário como preço decrescente de trabalho etc., seu aumento significa, no melhor dos casos, apenas diminuição quantitativa dotrabalho não-pago que o trabalhador tem que prestar. Essa diminuição nunca pode ir até o ponto em que ela ameace o próprio sistema. (pg. 192)
A lei da produção capitalista, que subjaz à pretensa “lei natural da população”, redunda simplesmente nisso: a relação entre capital, acumulação e taxa de salário não é nada mai que a relação entre trabalho não-pago, transformado em capital, e o trabalho adicionalnecessário à movimentação do capital adicional. Não é, portanto, de modo algum uma relação de duas grandezas independentes entre si, por um lado a grandeza do capital, por outro o tamanho da população trabalhadora, mas é, em última instância, muito mais a relação entre trabalho não-pago e o trabalho pago, da mesma população trabalhadora. (pg. 193)

2. Decréscimo relativo da parte variável do...
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