Fichamento descritivo do primeiro capitulo do livro casa grande e senzala

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Caracteristicas gerais da colonização portuguesa do Brasil: Formação de uma sociedade agrária, escravocrata e híbrida.

"Em 1532 se organizou econômica e civilmente a sociedade brasileira(...)
Formou-se na América tropical uma sociedade agrária na estrutura, escravocrata na técnica de exploração econômica, híbrida de índio - e mais tarde de negro - na composição" (pg 65).
"A singularpredisposição do português para a colonização híbrida e escravocrata dos trópicos, explica-a em grande parte o seu passado étnico, ou antes, cultural, de povo indefinido entre a europa e a África(...)
O ar da África, um ar quente, oleoso, amolecendo nas instituições e nas formas de cultura as durezas germânicas; corrompendo a rigidez moral e doutrinária da igreja medieval: tirando os ossos aocritianismo, ao feudalismo, à arquitetura gótica, à disciplina canônica, ao direito visigótico, ao latim, ao próprio caráter do povo. A Europa reinando mas sem governar; governando antes a África(...)
"(...)Constante estado de guerra (que entretanto não excluiu nunca a miscigenação nem a atração sexual entre as duas raças, muito menos o intercurso entre as duas culturas)" (pg66).
"O que se sente em todoesse desadoro de antagonismos são as duas culturas, a europeia e a africana, a católica e a maometana, a dinâmica e a fatalista encontrando-se no português, fazendo dele, de sua vida, de sua moral, de sua econômia, de sua arte um regime de influências que se alternam, se equilibram ou se hostilizam.Tomando em conta tais antagonismos de cultura, a flexibilidade, a indecisão, o equilíbrio ou adesarmonia deles resultantes, é que bem se compreende o especialíssimo caráter que tomou a colonização do Brasil, a formação sui generis da sociedade brasileira, igualmente equilibrada nos seus começos e ainda hoje sobre antagonismos"(pg69).
"(...)o elemento semita, móvel e adaptável como nenhum outro, terá dado ao colonizador português do Brasil algumas das suas principais condições físicas e psíquicasde êxito e de resistência. Ente outras, o realismo econômico que desde cedo corrigiu os excessos de espírito militar e religioso na formação brasileira"(pg69/70).
"(...)São Paulo(...)Pernambuco - (...)grandes focos de energia criadora nos primeiros séculos da colonização, os paulistas no sentido horizontal, os pernambucanos no vertical"(pg73).
Os portugueses, pela hibridização, realizariam noBrasil obra verdadeira de colonização, vencendo a adversidade do clima(pg75).
"O português no Brasil teve de mudar quase radicalmente o seu sistema de alimentação, cuja base se deslocou, com sensível déficit, do trigo para a mandioca; e o seu sistema de lavoura, que as condições físicas e químicas de solo, tanto quanto as de temperatura ou de clima, não permitiram fosse o mesmo doce trabalho dasterras portuguesas(...). No Brasil verificaram-se necessariamente no povoador europeu desequilíbrios de morfologia tanto quanto de eficiência pela falta em que se encontrou de súbito dos mesmos recursos químicos de alimentação do seu país de origem. A falta desses recursos como a diferença nas condições metereológicas e geológicas em que teve de processar-se o trabalho agrícola realizado pelonegro mas dirigido pelo europeu dá à aobra de colonização dos portugueses um caráter de obra criadora, original, a que não pode aspirar nem a dos ingleses na América do Norte nem a dos espanhóis na Argentina"(pg76/77).
"Embora mais aproximado o português que qualquer colonizador europeu da América do clima e das condições tropicais, foi, ainda sim, uma rude mudança a que ele sofreu transportando-seao Brasil. Debtro das novas circunstâncias de vida física, comprometeu-se a sua vida econômica e social"(pg77).
"Antes de vitoriosa a colonização portuguesa no Brasil, não se compreendia outro tipo de domínio europeu nas regiões tropicais que não fosse o da exploração comercial através de feitorias ou da pura extração de riqueza mineral. Em nenhum dos casos se considerara a sério o prolongamento...
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